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Menopausa e cabelo: por que os fios afinam e o que realmente ajuda a recuperar o volume

Queda, perda de densidade e fios mais finos são mudanças comuns após os 50 anos, mas cuidados certos podem reverter os danos

Makes e Afins|Mariana MorelloOpens in new window

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Excesso de calor, químicas frequentes e até deficiências nutricionais são fatores de alerta Imagem de krakenimages.com no Magnific

Mudanças na estrutura do cabelo podem ser os primeiros sinais da chegada da menopausa. Estudos mostram que até 40% das mulheres apresentam afinamento difuso dos fios após os 50 anos, especialmente na região do topo da cabeça.

Às vezes, é a quantidade de fios no ralo do chuveiro que aumenta. Em outras, o rabo de cavalo parece mais fino ou a risca do cabelo começa a ficar mais aparente.


A principal explicação está na queda dos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a manter o cabelo por mais tempo na fase de crescimento.

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Com a menopausa, esse equilíbrio hormonal muda. Os fios passam a nascer mais finos, crescem menos e permanecem menos tempo no couro cabeludo antes da queda. O resultado costuma aparecer em forma de perda de volume, densidade e elasticidade.


“Durante a perimenopausa e a menopausa, o cabelo se torna muito mais fino. Ele perde densidade, você literalmente tem menos cabelo, a queda é mais evidente ao redor da linha frontal e na região do topo”, explica João Gabriel Fernandes, tricologista e fundador da Anagrow.

Impacto de maus hábitos na perda de volume capilar

Mas os hormônios não são os únicos responsáveis. Estresse, alimentação, qualidade do sono, predisposição genética e hábitos acumulados ao longo dos anos também influenciam diretamente na saúde capilar.


O excesso de calor, químicas frequentes e até deficiências nutricionais — especialmente de ferro, vitamina D, zinco e biotina — podem intensificar o afinamento dos fios.

“O afinamento não acontece por um único motivo — é um processo multifatorial”, afirma João Gabriel Fernandes. “Existe uma combinação de alterações hormonais, redução da atividade celular e mudanças no ambiente do couro cabeludo. O fio que nasce já vem diferente: mais fino, mais curto e com menor capacidade de se manter em crescimento”, complementa.


A boa notícia é que o quadro pode responder bem ao tratamento, principalmente quando identificado nos estágios iniciais.

Em vez de apostar apenas em produtos para comprimento e pontas, especialistas defendem uma abordagem mais ampla, que inclui investigação hormonal e nutricional, cuidados com o couro cabeludo e estímulo do metabolismo dos folículos.

Nesse contexto, hábitos básicos ganham mais importância: alimentação equilibrada, sono de qualidade, controle do estresse e uma rotina consistente de cuidados deixam de ser coadjuvantes e passam a ter papel central na saúde dos fios.

Tratamentos promissores

Alguns tratamentos também vêm mostrando resultados promissores. A laserterapia de baixa potência, por exemplo, já aparece em estudos clínicos como aliada no estímulo ao crescimento capilar.

A suplementação com ômega-3 também tem sido associada à redução da queda e melhora da espessura dos fios em alguns estudos recentes.

Até medidas simples, como a massagem diária no couro cabeludo, podem ajudar na circulação local e contribuir para fios mais fortes ao longo dos meses.

“O principal erro é tratar apenas o fio, e não o sistema que o produz”, alerta o tricologista. “O foco não deve ser só evitar a queda, mas sustentar a qualidade do folículo ao longo do tempo. Isso passa por melhorar o metabolismo celular, reduzir inflamações e garantir que o couro cabeludo esteja em equilíbrio.”

Outro ponto importante: a menopausa não representa necessariamente uma perda capilar definitiva. Com a estabilização hormonal, muitas mulheres percebem melhora gradual na densidade e na textura dos fios.

Enquanto isso, pequenos ajustes ajudam a lidar melhor com a fase — cortes que criam sensação de volume, franjas estratégicas e produtos que devolvem brilho e elasticidade podem transformar a aparência do cabelo no dia a dia.

“Essa fase da vida não é sobre consertar o cabelo; é sobre entender o cabelo e o couro cabeludo e fazer pequenos ajustes para apoiar a mudança”, resume João Gabriel Fernandes.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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