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Maria do Caos

Eu me preparei pra minha maior apresentação… E ninguém ouviu uma palavra

Às vezes, o maior medo não é errar, é achar que deu certo

Maria do Caos|Mônica SimõesOpens in new window

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A única coisa que existia naquele momento era uma escolha: ou eu travava, ou eu recomeçava Reprodução/Inteligência Artificial/ChatGPT

E aí, Marias!

Recebi a história da semana com uma frase:


“Posso te confessar uma coisa?”

E, na hora, eu já sabia… vinha caos. Mas não era só caos, era daquelas histórias que a gente lê e pensa: isso poderia acontecer com qualquer uma de nós. Porque tem medo que a gente não supera. A gente só aprende a contornar.


E, às vezes… a vida simplesmente não avisa quando é hora de encarar.

Só acontece…


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Eu sempre tive medo de me apresentar em público. Não é aquele nervosismo leve, controlável. É o tipo de medo que faz a mão suar, o coração acelerar e a cabeça criar mil cenários de tudo dando errado antes mesmo de começar.


Mas dessa vez era diferente. Era uma reunião importante, com cliente internacional, com intérprete, com expectativa. Era o tipo de oportunidade que eu não queria apenas participar, eu queria me destacar. E eu queria fazer bonito.

Passei dias me preparando. Revisei cada ponto, organizei meu raciocínio, treinei o que eu ia falar. Eu queria ser clara, segura, profissional. Queria mostrar que estava pronta.

No dia, respirei fundo e pensei: “é agora.”

Foi então que eu tive uma ideia que, naquele momento, parecia genial.

Pensei: “e se eu gravar a apresentação antes?” Afinal, a reunião seria on-line.

Assim eu poderia falar com calma, sem pressão, sem o peso do ao vivo. Poderia escolher melhor as palavras, controlar o tempo, evitar o nervosismo.

Gravei.

E ficou ótimo.

Fluida, confiante, exatamente como eu queria. Eu me assisti e pensei: “é isso… resolvi minha vida.”

Entrei na reunião mais tranquila do que eu imaginava. Cumprimentei todo mundo, expliquei que tinha preparado uma apresentação e compartilhei a tela.

Dei play.

Fiquei ali assistindo junto.

Aliviada. Orgulhosa. Sorrindo discretamente, com aquela sensação de quem finalmente tinha conseguido fazer direito.

Quando o vídeo terminou… silêncio. Mas, não era um silêncio normal. Era um silêncio estranho.

A intérprete não falou nada. O cliente também não. Ninguém reagiu como eu esperava.

E foi nesse momento que alguém disse, com toda calma do mundo:

“Desculpa… você pode repetir? Não saiu som.”

O vídeo inteiro… inteiro… tinha sido enviado no mudo.

Fiquei alguns segundos olhando pra tela, tentando processar. Não tinha como voltar atrás, não tinha como fingir que não tinha acontecido.

A única coisa que existia naquele momento era uma escolha: ou eu travava, ou eu recomeçava.

Respirei fundo. Dei um sorriso profissional.

E comecei tudo de novo, ao vivo, sem vídeo, sem edição, sem plano B… Só eu!

E, de alguma forma, deu certo.

As palavras vieram, o raciocínio encaixou, a conversa fluiu. Não foi perfeito, não foi ensaiado… mas foi real.

Mariassss…

A gente pode tentar controlar tudo. Pode planejar cada detalhe, antecipar cada risco, criar mil estratégias pra evitar errar.

Mas, às vezes, o que a gente mais tenta evitar… é exatamente o que a gente precisa fazer.

No final, não era sobre o vídeo. Era sobre ter coragem de falar

Gostaram da história? Se identificaram?

Até a próxima semana!

Um beijo, Maria.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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