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Pix no exterior: veja em quais países os brasileiros já conseguem usar o sistema

Soluções desenvolvidas por instituições financeiras já permitem utilizar o Pix em estabelecimentos parceiros no exterior

Passaporte para o mundo|Carlos SilvaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil, já pode ser utilizado por brasileiros no exterior, mas com limitações.
  • Não há um Pix Internacional oficial; porém, soluções de bancos e fintechs permitem pagamentos em estabelecimentos parceiros fora do Brasil.
  • A Argentina é um dos principais mercados para o uso do Pix por turistas brasileiros, com ampla aceitação em lojas e serviços.
  • O Banco Central participa de projetos para integrar sistemas de pagamentos instantâneos entre países, mas ainda não há data para um sistema internacional oficial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pix já esta disponível em estabelecimentos parceiros no exterior MArcello Casal Jr/Agência Brasil- 04.11.2020

O Pix transformou a forma como milhões de brasileiros realizam pagamentos desde seu lançamento pelo Banco Central do Brasil, em novembro de 2020. Hoje, o sistema é considerado uma das principais referências mundiais em pagamentos instantâneos e desperta o interesse de diversos países que estudam modelos semelhantes.

Com a popularização da ferramenta, uma dúvida se tornou frequente entre os viajantes: já é possível usar o Pix no exterior?


A resposta é sim, mas com algumas limitações.

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Atualmente, ainda não existe um Pix Internacional oficial, operado diretamente entre bancos centrais ou instituições financeiras de diferentes países. O que já está disponível são soluções desenvolvidas por bancos, fintechs e empresas especializadas em pagamentos internacionais, que permitem aos brasileiros utilizar o Pix para pagar compras em estabelecimentos parceiros localizados em diversos destinos ao redor do mundo.


Como funciona o Pix fora do Brasil?

Na prática, o viajante realiza o pagamento pelo aplicativo do seu banco brasileiro, utilizando um QR Code semelhante ao adotado no Brasil.

O estabelecimento recebe o valor em sua moeda local, enquanto o cliente efetua o pagamento em reais. A conversão cambial ocorre em tempo real por uma instituição financeira autorizada, responsável pela operação de câmbio e pela liquidação internacional da transação.


Nesse modelo, o Pix funciona apenas como o meio de pagamento utilizado pelo cliente brasileiro, enquanto toda a operação internacional é intermediada por empresas autorizadas.

Em quais países já é possível utilizar o Pix?

Embora não exista uma lista oficial divulgada pelo Banco Central, empresas que oferecem esse tipo de solução já disponibilizam pagamentos em estabelecimentos parceiros de diversos destinos bastante procurados por brasileiros, entre eles:


A disponibilidade, entretanto, depende da adesão dos estabelecimentos às plataformas de pagamento compatíveis com essa tecnologia e continua sendo ampliada à medida que novas empresas passam a integrar o sistema.

Argentina lidera a adoção

A Argentina tornou-se um dos principais mercados para a utilização do Pix por turistas brasileiros.

Com a integração entre instituições financeiras e empresas de pagamento, milhares de lojas, hotéis, restaurantes e prestadores de serviços já aceitam pagamentos realizados por meio dessa tecnologia, reduzindo a necessidade de portar dinheiro em espécie ou utilizar cartões internacionais em diversas situações.

É possível transferir dinheiro para contas bancárias no exterior?

Não.

Essa continua sendo uma das principais dúvidas sobre o tema.

O Pix permanece como um sistema doméstico de pagamentos e funciona exclusivamente entre instituições participantes do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), administrado pelo Banco Central do Brasil.

Isso significa que o Pix:

  • Não envia dinheiro diretamente para contas bancárias estrangeiras;
  • Não substitui remessas internacionais;
  • Não realiza transferências bancárias entre países.

Quando empresas anunciam o chamado “Pix Internacional”, normalmente utilizam o Pix apenas para iniciar uma operação de câmbio ou um pagamento internacional intermediado por instituições financeiras autorizadas.

O Banco Central pretende criar um Pix Internacional?

Sim.

O Banco Central participa de estudos e iniciativas voltadas à integração entre sistemas de pagamentos instantâneos de diferentes países.

Entre os principais projetos está o Nexus, coordenado pelo Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements – BIS), iniciativa que busca conectar sistemas nacionais de pagamentos instantâneos para facilitar transferências internacionais no futuro.

Até o momento, porém, não existe uma data oficial para que brasileiros possam enviar recursos diretamente para contas bancárias estrangeiras utilizando apenas o Pix.

Quais são as vantagens para quem viaja?

O uso do Pix em estabelecimentos parceiros oferece diversos benefícios aos turistas brasileiros, entre eles:

  • Pagamento instantâneo;
  • Visualização do valor em reais antes da confirmação da compra;
  • Redução da necessidade de portar dinheiro em espécie;
  • Praticidade para pequenas despesas durante a viagem;
  • Alternativa ao uso do cartão internacional em diversos estabelecimentos.

Mesmo assim, especialistas recomendam que o viajante leve outras formas de pagamento, como cartão internacional e uma pequena quantia em moeda local, já que a aceitação do Pix ainda não é universal.

Documentação continua sendo essencial

Além do planejamento financeiro, é importante verificar a documentação exigida para cada destino.

Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile: brasileiros podem ingressar para turismo utilizando RG em bom estado de conservação ou passaporte válido.

Portugal, Espanha, França e Itália: brasileiros permanecem isentos de visto para viagens de turismo de até 90 dias no Espaço Schengen, devendo apresentar passaporte válido, comprovantes financeiros, passagem de retorno, hospedagem e, quando aplicável, seguro viagem. O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) passará a ser exigido quando entrar oficialmente em vigor.

Estados Unidos: brasileiros continuam precisando obter previamente o visto B-1/B-2, destinado a viagens de turismo e negócios.

Conclusão

O Pix já começou a ultrapassar as fronteiras brasileiras por meio de soluções desenvolvidas por instituições financeiras e empresas especializadas em pagamentos internacionais. Embora ainda não exista um sistema internacional oficial operado diretamente pelo Banco Central, a tecnologia já oferece mais praticidade aos brasileiros que viajam para diversos destinos.

Com o avanço dos projetos de integração entre sistemas de pagamentos instantâneos ao redor do mundo, a tendência é que as transações internacionais se tornem cada vez mais rápidas, simples e acessíveis, ampliando as possibilidades para turistas e viajantes brasileiros.

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