Vai à Copa? Ministério da Saúde alerta sobre vacinação contra o sarampo antes da viagem
Com transmissão ativa nos Estados Unidos, Canadá e México, governo recomenda atualização da caderneta de vacinação antes do embarque

A Copa do Mundo 2026 começa em meio a um alerta importante para os brasileiros que pretendem viajar aos países-sede do torneio: Estados Unidos, México e Canadá enfrentam circulação ativa de sarampo, uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde do Brasil publicou orientação oficial recomendando que todos os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque. A preocupação é proteger os torcedores durante a viagem e reduzir o risco de reintrodução do vírus no Brasil após o retorno.
Nota técnica atualiza orientação para viajantes
A recomendação mais recente consta na Nota Técnica Conjunta n.º 116/2026-DPNI/SVSA/MS, que revogou a Nota Técnica n.º 80/2026 e atualizou o cenário epidemiológico, o risco de reintrodução do sarampo no Brasil e as orientações para brasileiros com destino aos países da Copa do Mundo.
Segundo o documento, eventos internacionais de grande porte, como a Copa, geram intensa circulação de pessoas entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis.
Situação nos países-sede
Os três países que receberão a Copa do Mundo registram transmissão ativa de sarampo.
Nos Estados Unidos, o CDC, órgão oficial de controle e prevenção de doenças do governo americano, contabiliza mais de 2 mil casos confirmados em 2026, com registros em dezenas de jurisdições.
No Canadá, a Agência de Saúde Pública informa mais de mil casos de sarampo em 2026 e reconhece a existência de um surto multijurisdicional. O país perdeu o status de eliminação do sarampo em 2025 após transmissão sustentada por mais de 12 meses.
No México, a Secretaria de Saúde mantém boletins diários sobre o surto de sarampo em 2026. Dados citados pelo Ministério da Saúde do Brasil apontam que o país já ultrapassou 9,2 mil registros neste ano.
Brasil mantém status de país livre da circulação endêmica
Apesar do cenário internacional, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo.
Mesmo assim, o Ministério da Saúde alerta que o retorno de viajantes infectados ou a chegada de visitantes estrangeiros infectados pode gerar casos importados e eventuais surtos.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados ou relacionados à importação. Em 2026, o Ministério da Saúde informou casos confirmados com transmissão interrompida após ações de vigilância e bloqueio vacinal.
Por que o sarampo preocupa?
O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa e potencialmente grave.
A transmissão ocorre principalmente pelo ar ou por gotículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Em locais com grande concentração de pessoas — como aeroportos, estádios, hotéis, fan festivals, metrôs e transportes públicos — o risco de exposição aumenta.
Entre as complicações possíveis estão:
Pneumonia;
Infecções respiratórias graves;
Encefalite;
Internações;
Óbito em casos graves.
Quem deve se vacinar antes da viagem?
O Ministério da Saúde recomenda que viajantes atualizem a vacinação, preferencialmente, com antecedência mínima de 15 dias antes da viagem.
O esquema recomendado é:
Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero;
Pessoas de 12 meses a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
Adultos de 30 a 59 anos: uma dose.
A dose zero aplicada em crianças de 6 a 11 meses antes da viagem não substitui as doses previstas no calendário de rotina após a criança completar 12 meses.
Caso não seja possível cumprir o prazo ideal de 15 dias, o Ministério da Saúde orienta que a vacinação seja feita o mais oportunamente possível, inclusive perto da data do embarque ou até no dia da viagem.
Vacina está disponível no SUS
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde antes da viagem para conferência da caderneta de vacinação e atualização das doses necessárias.
Governo faz campanha para torcedores
O Ministério da Saúde lançou ações específicas voltadas aos brasileiros que pretendem acompanhar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá.
A campanha inclui orientações para viajantes, ações em locais de grande circulação e mobilização em eventos esportivos, com foco na prevenção antes do embarque.
O que fazer antes de viajar
Antes de embarcar, o torcedor deve:
Conferir a carteira de vacinação;
Atualizar doses pendentes;
Procurar uma unidade de saúde em caso de dúvida;
Guardar comprovantes de vacinação;
Contratar seguro-viagem com cobertura médica;
Ficar atento a sintomas durante e após a viagem.
Durante ou após a viagem, em caso de febre, manchas vermelhas na pele, coriza, tosse ou conjuntivite, a orientação é procurar atendimento médico e informar o histórico de viagem internacional.
Conclusão
A recomendação oficial é clara: quem pretende viajar para a Copa do Mundo de 2026 deve verificar a vacinação contra o sarampo antes do embarque.
Com transmissão ativa nos três países-sede e grande circulação internacional de torcedores, a prevenção se torna parte essencial do planejamento da viagem.
Passaporte, visto, ingresso e hospedagem são importantes. Mas, neste Mundial, a carteira de vacinação também deve entrar na lista de prioridades.
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Por Carlos Silva – Jornalista 0099348/SP e influencer digital
Fontes oficiais
- Ministério da Saúde do Brasil
- Nota Técnica Conjunta nº 116/2026-DPNI/SVSA/MS
- Public Health Agency of Canada
- Secretaria de Saúde do México
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