Jornalista embarca em aventura sem volta e com R$ 100 mil para explorar o mundo
Pri Mesiano revela os desafios e experiências do projeto ‘Sem Data para Voltar’, com a China como destino dos sonhos

E se você pudesse simplesmente ir?
Sem passagem de volta. Sem roteiro fechado. Sem saber exatamente onde vai estar daqui a um mês. E com um orçamento definido para descobrir até onde o dinheiro consegue levar você.
Foi essa pergunta que me fez criar o “Sem Data para Voltar”, um projeto que nasceu da vontade de transformar uma viagem em uma experiência completamente diferente de tudo o que eu já fiz.
Sou jornalista e trabalho há mais de duas décadas com televisão e jornalismo. Ao longo dos anos, viajei para contar histórias, conhecer lugares e mostrar destinos para o público. Mas, desta vez, eu queria fazer diferente.
Queria viajar sem saber exatamente qual seria a próxima parada.
E, principalmente, queria descobrir até onde é possível chegar com R$ 100 mil.
A regra é simples. O desafio, nem tanto
A conta começou em R$ 100 mil.
Esse é o meu orçamento para toda a aventura. A cada destino, cada hospedagem, cada passagem, cada refeição e cada experiência entram na conta.
O ritual do projeto é simples:
“Comecei com R$ 100 mil. Gastei R$ X. Agora tenho R$ Y. Próxima parada: ______.”
E é justamente aí que começa a parte mais interessante. Porque, neste projeto, não existe um roteiro completamente definido.
Posso decidir ficar mais alguns dias em um lugar de que gostei. Posso mudar de país. Posso escolher um destino porque encontrei uma passagem barata ou porque encontrei uma forma de me hospedar sem pagar nada. Posso descobrir uma praia que não estava no planejamento e decidir mudar todo o caminho.
A viagem vai sendo construída enquanto acontece.
Uma passagem só de ida
Talvez a parte mais simbólica do projeto tenha sido comprar uma passagem sem saber quando eu voltaria.
Normalmente, quando planejamos uma viagem, a data de retorno está ali desde o primeiro momento. Ela determina quanto tempo temos, quantos destinos cabem no roteiro e até o momento em que precisamos começar a fazer as malas.
No “Sem Data para Voltar”, essa lógica desaparece.
Eu tenho uma coisa muito mais concreta para controlar: o dinheiro. Enquanto houver orçamento, a viagem continua. Quando o dinheiro acabar, volto para casa. Simples assim…
E o primeiro destino é o verão europeu
A ideia não é simplesmente fazer uma lista de países. É explorar lugares que combinem com o espírito do projeto: destinos de natureza, praias preservadas, pequenas cidades, experiências autênticas e aqueles lugares que fazem a gente pensar: “como eu ainda não conhecia isso?”
O Algarve, em Portugal, será a minha primeira parada. Depois, tenho alguns destinos traçados, mas ainda sem passagem, deixando tudo acontecer. Nos próximos dois meses pretendo desbravar ainda: Roma, Terme di Saturnia, Sardenha, Sicília, Puglia, todos na Itália, depois Malta, Croácia, Montenegro, Albânia, Grécia e Turquia.
Mas, em vez de simplesmente cumprir uma programação, eu posso escolher ficar mais tempo em uma região, procurar uma praia menor, descobrir uma caleta escondida ou mudar o caminho por causa de uma oportunidade que apareceu. Tudo pode acontecer…
E é justamente esse tipo de decisão que eu quero dividir por aqui.
Quanto custa viajar de verdade?
Outra proposta do “Sem Data para Voltar” é mostrar a viagem também pelo lado que normalmente fica escondido nas redes sociais.
Porque uma foto bonita de uma praia paradisíaca não conta quanto custou chegar até ela. Nem quanto custou dormir ali. Nem o aluguel do carro. Nem o combustível. Nem a passagem para o próximo destino.
Por isso, ao longo do projeto, vou mostrar não apenas onde estou, mas também quanto estou gastando para estar ali.
A ideia é que quem acompanha possa viajar comigo, mas também usar essas informações para planejar as próprias viagens. Afinal, uma das perguntas que mais recebo é justamente: “Quanto custa viajar para esse lugar?”
Agora, vamos descobrir isso na prática.
O destino final? Ainda não existe. E talvez essa seja a parte mais fascinante de todas.
Eu tenho alguns sonhos de viagem pelo caminho. Tenho lugares que quero conhecer e possibilidades que estão sendo consideradas. Mas não existe uma data definitiva para encerrar essa história.
A única certeza é que, em algum momento, os R$ 100 mil vão acabar. E aí eu vou responder à pergunta que acompanha o projeto desde o primeiro dia:
Até onde eu consigo chegar antes que o dinheiro termine?
Será que dá para atravessar continentes? Será que uma viagem longa pode ser feita sem gastar uma fortuna? Será que vou conseguir chegar à Ásia?
E, principalmente: será que eu chego à China e ao Japão antes que os R$ 100 mil acabem?
A partir de agora, eu vou descobrir.
Uma parada de cada vez.
Um gasto de cada vez.
Uma história de cada vez.
Esta é a minha viagem “Sem Data para Voltar”. E, pelo menos por enquanto, eu realmente não sei quando ela termina.
Viaje comigo “Sem Data para Voltar”
Toda essa jornada também será contada na televisão. Os principais momentos do “Sem Data para Voltar” serão exibidos nacionalmente no Fala Brasil, aos sábados, a partir das 9h15, na Record TV.
Os episódios completos da viagem estarão disponíveis no YouTube, em @primesianoporai.
E, para acompanhar a viagem em tempo real, com bastidores, descobertas, dicas de destinos e, claro, a conta dos gastos, siga @primesianoporai nas redes sociais.
Porque essa viagem ainda está só começando — e eu ainda não sei qual será a próxima parada.
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