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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Você deixa seus filhos verem telas à noite? Se sim, você tem um problema para resolver já

Pesquisas mostram que hábito reduz qualidade do sono e prejudica saúde das crianças, o que piora na adolescência

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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Muitos dos hábitos duradouros são construídos na infância e evitam problemas na adolescência Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Plantar para colher no futuro. Essa máxima é certeira quando falamos de infância. Crianças são folhas em branco que vão sendo desenhadas pela educação e pelo contexto social.

Muitos dos hábitos duradouros são construídos na primeira infância. Por isso, devemos estar atentos para ajudar nessa construção dos hábitos saudáveis. E a relação das crianças com televisões, tablets e celulares é um deles.


Escrevi aqui recentemente que, na minha opinião, a principal discussão sobre parentalidade moderna é sobre o uso das telas na infância. Ninguém sabe ainda o quão grandioso pode ser o impacto disso, mas, aos poucos, novos estudos vão aparecendo e acendendo alertas importantes.

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Piora na adolescência

Um estudo recente revelou que 70% dos jovens dormem menos devido ao uso de dispositivos eletrônicos. A pesquisa acompanhou 120 mil adolescentes e mostrou que muitos não atingem as horas mínimas necessárias para um bom descanso noturno — o ideal é que sejam, no mínimo, 8 horas de sono.


Dormir é crucial nessa fase da vida porque é durante o sono que ocorre a liberação do hormônio do crescimento.

Além disso, o uso das telas à noite interfere no relógio biológico devido à luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos, dificultando a produção da melatonina — hormônio responsável pelo aviso natural ao corpo sobre o momento certo para dormir.


Cansaço, irritabilidade, perda de foco e ganho de peso são só algumas das consequências da privação de sono. E vale lembrar que o vício em celulares nessa fase é agravado também pelo uso das redes sociais.

O que faço agora, então?

O que podemos fazer agora é tentar criar bons hábitos, manter uma relação saudável com eletrônicos e mitigar os problemas.


Telas são uma realidade e também têm seus benefícios. Por isso, nós, pais e cuidadores, conseguimos criar esse equilíbrio colocando limites e alternativas desde cedo:

  • Definir (e respeitar!) o horário de dormir e acordar;
  • Não usar eletrônicos pelo menos 30 minutos antes de dormir;
  • Dar sempre preferência para telas maiores;
  • Não usar fones de ouvido que isolam a criança do entorno;
  • Preferir vídeos longos a vídeos curtos;
  • Assistir juntos é sempre melhor que assistir sozinho.

Esta última dica se conecta muito com o que falamos nesse perfil: tempo de qualidade juntos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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