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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7
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Redes sociais podem ser extremamente perigosas para crianças e adolescentes — e pais e empresas já sabem disso

ECA Digital e mudanças nas plataformas mostram que é urgente proteger os jovens e que esse não é só um dever das famílias

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Você precisa saber quais são os interesses do seu filho e o que ele consome offline e online Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Nesta semana, fui convidada para o evento Tela Consciente 2026, da Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp. Dois painéis discutiram o uso consciente e equilibrado das telas por crianças e adolescentes e a importância do controle parental nas redes sociais de jovens entre 13 e 18 anos.

Isso exatamente na semana seguinte à entrada em vigor da lei que instituiu o ECA (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) Digital — que estabelece diretrizes para ampliar a proteção de menores no mundo virtual. A legislação cria obrigações para essas plataformas digitais que queiram operar no Brasil.

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Parece que, finalmente, as empresas e os governos começaram a entender que é urgente proteger nossas crianças e que esse não é só um dever das famílias.

Há uma necessidade de políticas públicas concretas e investimentos pesados das empresas de tecnologia em segurança online.

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Mudanças significativas

As mudanças nas plataformas são pequenos passinhos, mas ainda assim se configuram ferramentas importantes de controle parental dos 13 aos 18 anos (antes disso, é impensável que crianças tenham redes sociais!).

O Instagram oferece agora uma opção de supervisão dos contatos (quem pode entrar em contato com o seu filho), limitação de conteúdo (o que eles podem ver enquanto navegam) e tempo de uso (você pode controlar o tempo de acesso e usar o modo descanso, que bloqueia o app das 22h às 7h).

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Além disso, há um filtro severo para conteúdos com palavras ofensivas ou que violem as regras de uso da plataforma.

Vale ressaltar que os pais terão acesso a uma parte das informações, como, por exemplo, quem mandou mais mensagens privadas para o seu filho.

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No entanto, não terão acesso ao conteúdo dessas mensagens, respeitando a privacidade dos adolescentes. E é aqui que entram o diálogo e a confiança.

O papel da família

Apesar de ser um trabalho em conjunto, o principal dever ainda está dentro de casa. Você precisa saber quais são os interesses do seu filho e o que ele consome offline e online.

É muito urgente entender que delimitar o tempo de uso de tela, estabelecer combinados claros e manter uma presença real são as três armas mais poderosas para garantir a segurança dos seus filhos no mundo virtual.

É com diálogo que se estabelece o primeiro filtro de segurança e, talvez, o mais importante deles. Nada substitui a conversa, principalmente quando estamos na fase em que esse contato “praticamente some” e se faz ainda mais necessário: a adolescência.

Mais cinco minutinhos...

A criação desse espaço de diálogo é uma construção que começa na infância e com tempo de qualidade.

Acompanhar “com confiança” é diferente de “vigilância” e as crianças entendem isso — e até gostam, porque se sentem seguras.

Karina Queiroz, diretora do Instituto TecKids e especialista Cyber Segurança, destaca que é exatamente a confiança que é a chave.

“Precisa ter regras de uso para ter confiança. Não é fácil, mas é o papel dos pais”, explica.

Por isso, toda vez que ouvir aquele “mais cinco minutinhos, mãe”, uma frase que parece tão inocente, lembre-se da força dos combinados e da importância da base que eles constroem para colher lá na frente.

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