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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Você sabe o que é ‘brain rot’ e como ele está ‘derretendo’ o cérebro do seu filho?

Memes como ‘6,7′ acendem alerta sobre sistema de recompensa imediata usado pelas redes e seus impactos cognitivos nos jovens

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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“Brain rot” vem do consumo excessivo de vídeos curtos e memes repetitivos, além de humor caótico Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Meu filho é pequeno e ainda não tem acesso ao celular, mas mesmo assim fui impactada pelo insuportável “6,7″ nas minhas redes sociais. O que significa isso? — perguntei para a inteligência artificial. Resposta: é um “brain rot”.

Ah?! Os vídeos não fazem o menor sentido e assustam.


Resolvi pesquisar melhor e a expressão em inglês significa algo como “cérebro apodrecendo”. É uma gíria da internet para descrever quando alguém consome tanto conteúdo raso, repetitivo ou sem sentido que parece que o cérebro “derreteu”.

Sabe quando as crianças e os jovens só falam em memes, usam referências aleatórias e perdem o foco rápido? É isso.


De acordo com um estudo publicado em 2025 na revista Brain Sciences, o “brain rot” vem do consumo excessivo de vídeos muito curtos (tipo TikTok, Reels e Shorts), de memes repetitivos (como o batido “6,7”), além de conteúdos absurdos ou sem lógica chamados de humor caótico — os “shitposts”.

Essas plataformas usam justamente esses estímulos rápidos e com recompensas imediatas para fazer o cérebro entrar em um ciclo vicioso de dopamina: assistir, rir, rolar e repetir.


Sem perceber, a pessoa passa horas sem elaborar nada, e os danos podem ser reais. E isso acontece com os adultos também, viu?

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Por que devemos nos preocupar?

A pré-adolescência e adolescência são fases de muitas transições físicas e emocionais. O cérebro ainda está “em construção” e o foco, o controle de impulsos e as tomadas de decisões precisam ser elaborados com análise e consistência — o que se torna impossível quando se está em estado de abdução mental. Isso pode gerar uma série de sintomas:


  • Dessensibilização emocional;
  • Humor cada vez mais exagerado e até agressivo;
  • Redução da atenção e foco;
  • Empobrecimento da comunicação;
  • Pensamento mais superficial;
  • Sensibilidade à pressão social e ao pertencimento;
  • Sensação de mente “cansada”.

Tudo porque o cérebro juvenil é mais sensível à dopamina, e isso facilita o vício no sistema de recompensa das redes sociais que expliquei ali acima.

Vale lembrar também que é nessa fase que começamos a formar nossos hábitos mais duradouros e, por isso, precisamos ficar ainda mais atentos ao que os nossos filhos consomem online.

Como ajudar?

O mesmo estudo concluiu que é preciso oferecer estratégias para prevenir a deterioração cognitiva dos jovens. Mais uma vez a solução é buscar equilíbrio e tempo de qualidade com as crianças:

  • Controlar o tempo de tela;
  • Selecionar os conteúdos digitais que elas consomem;
  • Envolver-se nas atividades, oferecendo alternativas offline.

O uso consciente da tecnologia pode e deve apoiar a saúde cognitiva e o bem-estar emocional de todos dentro e fora das redes sociais.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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