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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Eu amo ser sua mãe...

O que sentimos por um filho é tudo de clichê que já ouvimos e mais um pouco; uma relação que construímos nos pequenos detalhes

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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O que sentimos por um filho é tudo de clichê que já ouvimos e mais um pouco... Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Ser mãe nunca foi um sonho de infância, mas também não era uma ideia da qual eu desgostava. Quando criança, brincava de boneca e queria ter filhas gêmeas. Como se a gente controlasse esse tipo de coisa.

Na adolescência, esse assunto não era mais importante e, na primeira fase da vida adulta, não era sequer uma prioridade. Ao contrário, pensei que não iria casar e queria aproveitar a vida — estudar, trabalhar, viajar, me divertir —, como se isso tudo não pudesse ser feito com crianças. Ou era uma coisa ou outra.


Aos 32 anos, o tal “relógio biológico” bateu quando conheci meu futuro marido. Fazia muito sentido ter um filho com alguém que eu amava e admirava tanto. Ele sempre quis ter filhos e falava disso abertamente. Senti, então, que poderíamos ser bons pais.

Apesar de uma gravidez tranquila, o nascimento do meu filho não foi fácil. Eu tive um problema no parto que quase nos separou para sempre.


Peguei-o por dois minutos e, na sequência, foram duas semanas em que ele existiu sem mim. “Ele foi para casa e eu não.” Precisei entender que não tinha controle de nada. Mesmo assim, uma força inexplicável me fez querer ficar boa logo só para vê-lo mais uma vez.

Fui mãe no meio de uma pandemia global e após esse evento traumático. Mesmo assim, eu não mudaria nada da nossa história.


Nós renascemos juntos... O que sentimos por um filho é tudo de clichê que já ouvimos e mais um pouco.

Eu sei de cor cada parte do rostinho dele — que fica levemente sapeca quando eu peço para memorizá-lo. Uma brincadeira nossa, que me ajuda nesse eterno processo de despedida que é ser mãe.


Eu quero guardar cada pedacinho do nosso “tempinho juntos” na minha memória para que você cresça e tenha espaço para criar suas próprias lembranças.

Que sempre vá, voe, mas volte, porque eu amo ser sua mãe...

Feliz dia para todas que se aventuraram nessa escolha. Porque ser mãe é, sim, fazer escolhas todos os dias, mas não necessariamente abrir mão de todo o resto. ❤️

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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