Morte de bebê em creche de SP reacende alerta de negligência na supervisão infantil
Existem alguns pontos que nós pais podemos observar, fiscalizar e cobrar para nos proteger de tragédias evitáveis; saiba quais são

Esse espaço deveria ser para falar de tempo qualidade, de parentalidade presente e de uma infância segura. Mas como se calar diante de uma tragédia que poderia ser evitada?
Um bebê de 1 ano e 4 meses, chamado Abdoulaye Dieng, morreu asfixiado após prender a cabeça no vão entre uma barra de ferro e um espelho, em uma creche municipal no bairro do Brás, na região central de São Paulo.
Um direito dos pais e das crianças, um espaço que deveria ser seguro e supervisionado - ainda mais por ser um creche pública, responsabilidade direta do Estado - mas não foi...
Câmeras de segurança mostraram que a criança ficou cerca de seis minutos sem supervisão adulta direta antes de ser socorrida.
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Nem imagino o que os pais dessa criança estão sentindo. Você confia o cuidado do seu filho para poder trabalhar e recebe de volta uma ligação dizendo que ele morreu.
Mas têm sido comuns os casos de negligência na supervisão infantil. É só fazer uma rápida busca na internet que encontramos diversos casos de cuidadores despreparados e violentos, locais inadequados e falta de segurança.
No entanto, essas tragédias poderiam ter sido evitadas se tivemos valorização e, principalmente, capacitação real dos cuidadores e professores, fiscalização dos fluxos de trabalho e protocolos de segurança rígidos. Deixo aqui meu apelo para as autoridades que são os responsáveis por todos esses pontos: o que tem sido feito?
Fique de olho!
Existem alguns pontos que nós pais podemos observar, fiscalizar e cobrar para nos proteger. Deixo aqui um check-list dos principais deles:
Fiscalização do local
- Alvará de Funcionamento: Deve estar visível e emitido pela prefeitura local;
- Autorização da Secretaria de Educação: Garante que a creche segue a legislação de ensino;
- Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): Certificado de que o prédio tem rotas de fuga e extintores válidos;
- Vãos e Grades: Barras de portões e berços não podem ter vãos maiores que 6 cm para evitar o aprisionamento da cabeça;
- Pisos e Quinas: Áreas de circulação devem ter pisos antiderrapantes e quinas com protetores de borracha;
- Tomadas e Fios: Devem estar totalmente isolados, protegidos e fora do alcance das crianças;
- Brinquedos: Devem possuir o selo do Inmetro e ser adequados para a faixa etária, sem partes pequenas que possam ser engolidas.
Equipe e supervisão
- Proporção Adulto/Criança: Para berçários, a proporção ideal recomendada é de 1 educador para cada 4 ou 5 bebês;
- Primeiros Socorros: Certifique-se de que a equipe possui treinamento atualizado pela Lei Lucas (Lei 13.722), que exige capacitação em primeiros socorros em ambientes escolares.
Segurança
- Monitoramento: Pergunte se há câmeras internas e qual é a política de acesso das imagens pelos pais;
- Acesso de Estranhos: O controle de entrada e saída deve ser rígido, com identificação de visitantes;
- Mudanças no comportamento: Observe mudanças bruscas no comportamento da criança, marcas no corpo ou medo excessivo de profissionais ao ser deixada na instituição.
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