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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Morte de bebê em creche de SP reacende alerta de negligência na supervisão infantil

Existem alguns pontos que nós pais podemos observar, fiscalizar e cobrar para nos proteger de tragédias evitáveis; saiba quais são

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Bebê morre em creche após ficar preso em grade; cinco funcionários estão sob investigação
Bebê de 1 ano e 4 meses morre após ficar preso em grade de creche em São Paulo Reprodução/RECORD

Esse espaço deveria ser para falar de tempo qualidade, de parentalidade presente e de uma infância segura. Mas como se calar diante de uma tragédia que poderia ser evitada?

Um bebê de 1 ano e 4 meses, chamado Abdoulaye Dieng, morreu asfixiado após prender a cabeça no vão entre uma barra de ferro e um espelho, em uma creche municipal no bairro do Brás, na região central de São Paulo.


Um direito dos pais e das crianças, um espaço que deveria ser seguro e supervisionado - ainda mais por ser um creche pública, responsabilidade direta do Estado - mas não foi...

Câmeras de segurança mostraram que a criança ficou cerca de seis minutos sem supervisão adulta direta antes de ser socorrida.


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Nem imagino o que os pais dessa criança estão sentindo. Você confia o cuidado do seu filho para poder trabalhar e recebe de volta uma ligação dizendo que ele morreu.

Mas têm sido comuns os casos de negligência na supervisão infantil. É só fazer uma rápida busca na internet que encontramos diversos casos de cuidadores despreparados e violentos, locais inadequados e falta de segurança.


No entanto, essas tragédias poderiam ter sido evitadas se tivemos valorização e, principalmente, capacitação real dos cuidadores e professores, fiscalização dos fluxos de trabalho e protocolos de segurança rígidos. Deixo aqui meu apelo para as autoridades que são os responsáveis por todos esses pontos: o que tem sido feito?

Fique de olho!

Existem alguns pontos que nós pais podemos observar, fiscalizar e cobrar para nos proteger. Deixo aqui um check-list dos principais deles:


Fiscalização do local

  • Alvará de Funcionamento: Deve estar visível e emitido pela prefeitura local;
  • Autorização da Secretaria de Educação: Garante que a creche segue a legislação de ensino;
  • Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB): Certificado de que o prédio tem rotas de fuga e extintores válidos;
  • Vãos e Grades: Barras de portões e berços não podem ter vãos maiores que 6 cm para evitar o aprisionamento da cabeça;
  • Pisos e Quinas: Áreas de circulação devem ter pisos antiderrapantes e quinas com protetores de borracha;
  • Tomadas e Fios: Devem estar totalmente isolados, protegidos e fora do alcance das crianças;
  • Brinquedos: Devem possuir o selo do Inmetro e ser adequados para a faixa etária, sem partes pequenas que possam ser engolidas.

Equipe e supervisão

  • Proporção Adulto/Criança: Para berçários, a proporção ideal recomendada é de 1 educador para cada 4 ou 5 bebês;
  • Primeiros Socorros: Certifique-se de que a equipe possui treinamento atualizado pela Lei Lucas (Lei 13.722), que exige capacitação em primeiros socorros em ambientes escolares.

Segurança

  • Monitoramento: Pergunte se há câmeras internas e qual é a política de acesso das imagens pelos pais;
  • Acesso de Estranhos: O controle de entrada e saída deve ser rígido, com identificação de visitantes;
  • Mudanças no comportamento: Observe mudanças bruscas no comportamento da criança, marcas no corpo ou medo excessivo de profissionais ao ser deixada na instituição.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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