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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

A 1ª grande treta da infância: entenda por que as crianças mordem e saiba como ajudar

As escolinhas se dividem entre as crianças que mordem e as que são mordidas, e os pais precisam ter calma para lidar com a situação

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morder é normal e faz parte do desenvolvimento das crianças entre 1 e 3 anos Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Essa é definitivamente a primeira grande treta da infância. As escolinhas basicamente se dividem entre as crianças que mordem e as que são mordidas. Não tem lado fácil e todas as mães ficam desesperadas. Afinal, ninguém quer ter o filho machucado, nem que o seu bebê fofinho seja considerado um “agressor”.

Quem já teve filhos sabe que esse é um assunto que vai pipocar no grupo de WhatsApp da sala e render muitas tretas. Para quem ainda vai enfrentar o problema: “Se prepare!”


Mas a verdade é que morder é muito normal e faz parte do desenvolvimento das crianças, principalmente entre 1 e 3 anos. As mães que lutem com isso! E que usem a maturidade para entender que são todas crianças descobrindo o mundo e que precisam de ajuda.

Eu sei, não é fácil ver o filho mordido. (O meu era desse grupo!). Mas, nessa fase, as crianças ainda estão aprendendo a lidar com emoções, frustrações e impulsos e nem sempre conseguem expressar o que sentem com palavras, acabando por apelar para o instinto.


Por isso é importante observar o contexto da situação. “Tente entender o que aconteceu antes da mordida, por que ela aconteceu e o que aconteceu depois”, explica a pediatra e coordenadora do PS do Sabará Hospital Infantil, Dra. Caroline Peev.

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Isso não quer dizer que a criança é agressiva ou vá se tornar uma pessoa agressiva no futuro. Aliás, normalmente, esse comportamento começa a diminuir com a mediação de adultos e conforme as crianças vão aprendendo a se comunicar e lidar com as emoções.


Fatores como frustração, disputas por espaço, cansaço, fome, excesso de estímulos e nascimento dos dentes podem ajudar a potencializar esse comportamento.

“O importante é entender que o comportamento precisa de limites, sem rótulo. Existe um equilíbrio importante: proteger quem foi mordido sem transformar quem mordeu em uma “criança má”. Uma criança precisa de acolhimento e proteção; a outra, de limite e ajuda para aprender novas formas de se comunicar”, reforça Dra. Caroline.


Na hora da mordida

Quando acontecer de seu filho morder, seja firme e explique que não pode morder e que morder machuca o outro. Sem gritar, punir ou morder de volta - como nossa mãe fazia.

O objetivo não é apenas interromper a mordida, mas ensinar uma forma mais adequada (e menos violenta!) de comunicar aquilo que ela está sentindo.

Agora, se seu filho for mordido, primeiro o acolha e depois cuide da lesão para mostrar que ele está protegido. Quando as coisas se acalmarem, aproveite para ensiná-lo a dizer “não”, afastar-se de situações assim e procurar ajudar um adulto.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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