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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Qual é a idade ideal para dar um videogame para uma criança?

Essa é uma fase que chega para todos os pais, e alguns fatores devem ser levados em consideração antes de você tomar essa decisão

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É muito importante definir horários e tempo de uso do videogame desde o início Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Recentemente, meu marido falou que queria comprar um videogame para jogar com nosso filho. Ele queria relembrar a infância jogando Mario Kart com a sua mini cópia. Na mesma hora eu soltei um absoluto: “Não! Por quê?”.

O fato é que meu filho, que tem 6 anos, ainda não pediu um. Eu faço várias coisas para meu filho não ficar jogado no sofá na frente de uma tela. Então, por que antecipar algo que ainda temos tempo antes de enfrentar?!


Fui pesquisar sobre o assunto e a verdade é que não existe uma idade ideal. No entanto, vários especialistas sobre desenvolvimento infantil recomendam que a atividade seja apresentada de forma gradual a partir dos 7 anos.

É nessa faixa etária que a criança começa a compreender regras, limites de tempo e a diferenciar melhor fantasia e realidade.


No entanto, além da idade, é importante observar se a criança atende a todos os padrões abaixo para brincar de forma saudável:

  • Consegue combinar limites de uso e seguir as regras estabelecidas;
  • Tem uma rotina equilibrada de sono, estudos e brincadeiras livres;
  • Não depende apenas de telas para se entreter;
  • Demonstra maturidade para lidar com frustrações e derrotas em looping;
  • Mantém interesse por outras atividades variadas além do mundo digital.

Ao meu ver, o psiquiatra norte-americano Daniel J. Siegel, referência no estudo do impacto da tecnologia, tem uma das visões mais interessantes: ele não demoniza o videogame, mas defende um equilíbrio de experiências que a criança está vivendo.


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Se você não pensou antes e comprou um videogame ou pensou muito e achou que estava preparada, tem cinco regras fundamentais que te ajudam a estabelecer uma relação mais saudável com essa tecnologia.

Primeiro, escolha jogos adequados para a faixa etária. Pesquise os temas e entenda o perfil das pessoas que jogam aquele game.


É muito importante definir horários e tempo de uso desde o início. Não deixe para depois e nem relaxe essa regra, pois é muito mais difícil tentar fazer isso depois.

Na minha opinião essa vale também para pré-adolescentes: mantenha o videogame em áreas comuns da casa. Você precisa ver e observar seu filho enquanto ele joga para poder intervir, se necessário.

Outra dica de ouro é jogar junto sempre que possível. Isso evita que ele queira jogar online para ter companhia.

E, por fim, garanta que o tempo de tela não substitua brincadeiras, atividade física, convivência familiar e o sono do seu filho.

Lembre-se: as melhores memórias da infância envolvem experiências livres, natureza e relações de amizade.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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