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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

‘Soft parenting’ e ‘slow childhood’: entenda se tendência faz ou não sentido na sua rotina

Conceitos ganham força nas redes socias como uma resposta à rotina moderna, cheia de pressa, cobrança e rigidez

Tempinho Juntos|Ingrid AlfayaOpens in new window

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Conceitos se conectam pela busca de uma criação com mais presença e vínculo familiar Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Esses dias me peguei pensando como as crianças não fazem mais nada de forma espontânea. Na escola tem os professores, no aniversário tem os monitores, em casa tem os pais e cuidadores. Sempre tem algum adulto mediando o tempo todo.

Fui pesquisar sobre o assunto e achei dois movimentos que têm ganhado força nas redes sociais com influencers de educação parental.


Soft parenting e slow childhood são dois conceitos diferentes, mas que conversam muito entre si. Ambos surgem como uma resposta à rotina moderna, cheia de pressa, cobrança e rigidez.

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Um fala mais sobre como educar, e o outro, sobre como viver a infância, mas os dois se conectam pela busca de uma criação com mais presença e vínculo familiar. Dois pontos que valorizamos muito por aqui.


Soft parenting

O soft parenting (algo como “parentalidade macia” em português) é um estilo de educação baseado em gentileza, acolhimento, respeito e comunicação positiva.

Em situações de conflito, os pais tentam validar emoções, ensinar autorregulação, entender o que motivou o comportamento antes de punir e criar vínculo antes de corrigir.


Diferentemente do que muita gente pensa, a ideia central não é “deixar a criança fazer tudo o que quer”, mas não violência e punições para ensinar limites quando necessário.

No entanto, se mal interpretado e/ou executado, pode virar excesso de permissividade — pais sem autoridade e com dificuldade de impor limites.


Slow childhood

O slow childhood (“infância lenta”) é um movimento que defende uma infância menos acelerada e mais simples. Priorizando a imaginação e a criatividade. A ideia é desestimular o excesso de telas, agendas lotadas, hiperestimulação digital e pressão precoce por desempenho das crianças.

Deixá-las explorar livremente, criar brincadeiras de forma espontânea e descobrir o mundo por meio de experiências reais com a natureza e com a família.

Como tudo na vida, deve ser usado com equilíbrio e respeito, sem impactar agendas e rotinas importantes na infância, como a escola.

Será que cabe na minha família?

Sabemos que teoria e prática são coisas muito diferentes.

As teorias servem não para serem seguidas cegamente, mas para que a gente reflita sobre os nossos valores, o que faz sentido para a gente e o que cabe dentro da nossa rotina ou não.

Ninguém melhor do que você sabe o que é bom para seus filhos, mas lembre-se: equilíbrio é a chave da vida.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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