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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Você oferece atenção ou conexão? Existe diferença na ‘birra’ e você precisa identificar

Saber ler o comportamento da criança pode ajudar a entender a motivação e achar a solução do problema de fato

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O ponto mais importante: as crianças não sabem pedir conexão do jeito de um adulto Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Birra é uma explosão emocional de uma criança que ainda não consegue regular o que sente. E toda birra tem um motivo concreto: um sentimento ou uma frustração disfarçada de malcriação.

Raiva, gritos, choro, agressividade são maneiras de pedir a atenção ou conexão dos pais. Às vezes, só resolver o problema desse comportamento desafiador momentâneo acaba mascarando a real motivação.


A atenção pode até parar o comportamento por alguns minutos. Já a conexão é o que preenche a necessidade emocional por trás dele.

Resumindo: quando o pai oferece só atenção, mascara; quando oferece conexão, resolve.


Como saber se dou atenção ou ofereço conexão?

Se você responde no automático, dá ordens o tempo todo, dá bronca sem explicação, está perto fisicamente, mas distante emocionalmente, acredite, você está oferecendo só atenção.

Mas, se você para e faz contato visual verdadeiro, escuta sem interromper, brinca por alguns minutos com presença real, dá limites claros e com tônus, abraça sem pressa e faz a criança sentir que importa, você está oferecendo conexão.


E aqui está o ponto mais importante: as crianças não sabem pedir conexão do jeito de um adulto.

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Conexão é a inimiga da birra?

A conexão não é exatamente a inimiga da birra, mas é a maior proteção contra ela. Isso porque muitas birras acontecem quando a criança está com o seu “tanque emocional” vazio.


Quando uma criança se sente vista, acolhida e conectada, ela tem mais recursos emocionais para lidar com pequenas frustrações e você tem mais chances de acalmá-las com eficiência.

Mas é importante não cair na ideia de que “se eu me conectar bastante com meu filho, ele não terá birras”. Isso não é verdade.

Mesmo crianças muito amadas e emocionalmente seguras fazem birra às vezes. Afinal, elas continuam sendo crianças, com um cérebro em desenvolvimento e uma capacidade limitada de lidar com cansaço, fome e mudanças de rotina.

Conexão não é permissividade!

Conexão não é dizer sim para tudo. Na verdade, uma das maiores confusões na parentalidade atual é achar que conexão e limites são opostos. Não são.

Crianças precisam ouvir e não cumprir regras claras para se desenvolverem e compreenderem o mundo.

Ter limites fortalece a relação entre pais e filhos e ajuda a criança a ter ainda mais segurança emocional.

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