A polêmica do tenista italiano que ignorou uma criança e o papel dos ídolos na infância
Para um adulto, pode parecer um momento banal, mas, para uma criança, aquele encontro seria inesquecível

Recentemente, o tenista italiano Luciano Darderi foi o centro de uma polêmica no Masters de Roma. Durante os jogos do torneio, os jogadores entravam na quadra ao lado de uma criança. Provavelmente, uma iniciativa combinada com a organização do evento.
No entanto, Darderi (que usava um óculos escuro marrento na ocasião) passou direto pela menina que deveria acompanhá-lo, deixando-a com mãozinha estendida no ar. A situação foi muito constrangedora não só para a criança, mas para todos que assistiram à cena.
O vídeo, claro, viralizou rapidamente nas redes e a maioria das pessoas (inclusive eu!) interpretou a atitude do jogador como arrogância. Ainda mais quando se vê a postura oposta do adversário na mesma situação, segundos antes.
Para um adulto, pode parecer um momento banal, mas, para uma criança, aquele encontro seria inesquecível... E, de fato, essa menina agora se lembrará dele de maneira triste.
A importância dos ídolos
Ter um ídolo na infância é importante porque as crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. Essa “pessoa idealizada” reflete seus interesses e funciona como um “espelho de possibilidades”.
Alguém que pode inspirar comportamentos, sonhos, valores e até formas de lidar com dificuldades:
- Estimula sonhos e motivação: uma criança que admira um jogador, uma cantora, um cientista ou um personagem passa a acreditar que também pode conquistar algo grande;
- Ajuda na construção da identidade: na infância, os pequenos estão descobrindo quem são. Admirar alguém ajuda a experimentar gostos, estilos, interesses e valores;
- Ensina persistência e esforço: muitas vezes o que encanta não é só o talento, mas a trajetória: treino, disciplina, superação, coragem de errar. Isso pode virar aprendizado emocional;
- Cria conexão social: ídolos aproximam crianças dos amigos, dos pais e até de outras gerações. Futebol, música, figurinhas, desenhos e games viram linguagem afetiva compartilhada;
- Favorece imaginação e brincadeira: quando a criança “vira” o ídolo na brincadeira, ela está ensaiando emoções, habilidades sociais e autoestima.
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Por isso, é importante que o pais prestem atenção e entendam o perfil dos ídolos dos seus filhos e estimulem (ou não) essa relação.
Ps: E, se você que está lendo por acaso é um ídolo, não se esqueça de que você tem uma responsabilidade emocional com o futuro e que também já foi criança um dia. Um gesto seu pode mudar tudo!
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