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Tempinho Juntos: Dicas de Ingrid Alfaya - R7

Trend do ultrassom de ‘bicho na barriga’: mentir para os filhos é sempre a pior opção!

Pegadinha sobre comer doces viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões, mas brincadeira tem riscos reais para as crianças

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Já pensou achar normal a criança receber uma informação mentirosa dos pais sobre a sua saúde? Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT

Eu costumo dizer que, quando a gente sai da ignorância e se informa, você nunca mais consegue achar engraçado ou normalizar certas coisas. Ainda mais vindo de pais ou responsáveis.

A nova trend das redes sociais — que mostra pais fingindo fazer um ultrassom nos filhos e mostrando para eles em televisores e tablets um bicho gigante que vive dentro de suas barrigas, com o intuito de ensinar a criança a não comer doces — não é engraçada, é preocupante.


Primeiro ponto: pais não são amiguinhos, são as pessoas em quem as crianças mais confiam no mundo. É deles que elas recebem seus valores e constroem sua confiança. Quando um pai fala alguma coisa, a criança está recebendo aquela informação com um peso enorme.

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“Ah, como o mundo está chato, quanto mimimi”. Sim, está mesmo, e ainda bem! Já pensou criança receber uma informação mentirosa dos pais sobre a sua saúde e achar normal?!


Não vou compartilhar os vídeos originais porque eles expõem crianças assustadas e chorando enquanto adultos se divertem. Mas vou deixar aqui 7 motivos bem detalhados para a gente refletir antes de fazer uma “brincadeirinha engraçadinha” de redes sociais:

  • Assustar de verdade: crianças pequenas ainda têm dificuldade para separar fantasia de realidade. Uma brincadeira engraçada para um adulto pode ser percebida como uma ameaça real para ela;
  • Distúrbios alimentares: achar que se comer doces pode fazer aparecer um verme gigante na barriga, pode impactar sua relação com a comida. O hábito de comer saudável não pode ser estabelecido pelo medo;
  • Criar medo do próprio corpo: se a criança acredita que existe algo dentro da barriga, pode começar a prestar atenção excessiva a sensações normais, como gases, roncos e movimentos intestinais;
  • Aumentar ansiedade: crianças mais sensíveis podem ficar realmente preocupadas, especialmente na hora de dormir ou quando sentirem alguma coisa na barriga;
  • Abalar a confiança nos pais: quando o adulto insiste que algo assustador é verdade, a criança pode ficar sem saber quando pode confiar no que ele diz;
  • Normalizar “pegadinhas” com medo: existe uma diferença importante entre uma brincadeira em que todo mundo se diverte e uma pegadinha em que o adulto provoca medo para conseguir uma reação engraçada;
  • Exposição da criança nas redes: talvez seja o ponto mais importante. A reação de medo, choro ou desespero vira conteúdo público e pode permanecer circulando muito além do momento da brincadeira.

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