O abraço polêmico das filhas da Virginia: nós podemos julgar uma mãe por um recorte de internet?
Vídeo que mostra a influencer reencontrando as filhas Maria Alice e Maria Flor causou polêmica após as crianças hesitarem ao abraçar a mãe

Mais um vídeo da influencer Virginia gerou uma onda de críticas na internet, julgando a maternidade dela e — pasmem! — a reação das crianças.
O vídeo que viralizou no sábado (23) mostra o momento em que Virginia reencontra as filhas Maria Alice, de 5 anos, e Maria Flor, de 3, em Madri, onde mora seu namorado Vini Jr.
Nas imagens, a influencer se abaixa e fica de braços abertos quando as meninas chegam cercadas por um monte de gente, entre eles, a assessora. As crianças veem a mãe, uma delas até esboça uma corridinha, mas, no fim, ambas hesitam em abraçá-la. Só depois da intervenção dessa assessora é que o abraço acontece.
Muita gente julgou nos comentários a qualidade do vínculo e da conexão das meninas com ela. Mas nós podemos julgar uma mãe por um recorte de internet?
A resposta é simples: “Não”!
Aparecer hesitando em um vídeo não nos permite concluir que as meninas não amam a mãe, que têm medo dela ou que existe algum problema de vínculo.
Crianças de 3 e 5 anos podem reagir de maneiras completamente inesperadas a um reencontro. Elas poderiam estar tímidas por estarem sendo filmadas, cansadas da longa viagem, estranhando o ambiente que era novo, podem não ter entendido imediatamente o que estava acontecendo ou simplesmente não estavam com vontade de abraçar naquele momento.
Veja Também

Tempinho Juntos
Virgínia posta vídeo de filho exausto e gera polêmica: qual é o limite da exposição de uma criança?

Tempinho Juntos
Nova polêmica com filho de Zé Felipe e Virginia: sexualização infantil não é brincadeira!

Tempinho Juntos
Pai encontra bilhetes dentro da escova de cabelo da filha que morreu: ‘Olá, aqui é a Isabela’
Vale ressaltar que crianças não demonstram sentimentos da mesma forma que um adulto. E, por isso, não devem ter sobre si essas expectativas sociais de como reagir em cada tipo de situação. Elas ainda estão construindo sua maneira de lidar com o mundo.
No entanto, o vídeo é sim desconfortável, pois as meninas parecem pouco espontâneas e, claramente, não estavam a fim naquele momento — e isso é o que realmente preocupa: a superexposição dessas crianças, que já falamos aqui em outras colunas.
Cuidado com o shareting!
Embora compartilhar no Instagram, Facebook, TikTok e YouTube momentos bonitos da vida dos filhos pareça natural e inofensivo, muitos especialistas alertam que essa prática traz riscos reais e preocupações éticas.
A prática conhecida como ‘sharentig’ pode ter diversos desdobramentos negativos para as crianças e precisa levar cinco pontos importantes em consideração: privacidade e consentimento, riscos de segurança, impactos emocionais, conflitos familiares e legais e direitos da criança.
Por isso, faça três perguntinhas antes de postar um conteúdo que envolva uma criança:
- Eu poderia me arrepender se isso ficasse público para sempre?
- Meu filho ficaria constrangido vendo isso aos 15 anos?
- Isso revela localização, rotina ou fragilidade, e nos coloca em risco?
Se uma delas for sim, não poste!
👉Siga o Tempinho Juntos no Instagram
✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















