Elize Matsunaga revela se já encontrou a filha e impressiona
Advogada de Elize Matsunaga respondeu sobre a filha dela e se já se reencontraram.
Bebê Mamãe|Do R7

A advogada de Elize Matsunaga contou uma decisão que ela tomou em relação a sua filha com Marcos Matsunaga. A advogada de Elize, Juliana Fincatti, revelou se ela chegou a encontrar com a filha desde quando entrou no regime aberto.
Em conversa com Luan Onofre, a advogada Juliana Fincatti falou sobre a decisão de Elize Matsunaga de contar sua história em um documentário. “No caso dela a gente tem uma questão que é a filha dela. A filha dela na época do crime estava com um ano. Ela ficou presa até 2017 ou 2018. A questão é a seguinte: a gente sempre conviveu com a notícia de que a filha dela seria levada para viver no Japão ou na Inglaterra”.
A advogada ainda explicou: “A filha dela está sendo criada pelos avós paternos que têm uma condição financeira praticamente ilimitada e sempre vivemos com esse risco, com essa possibilidade. E ela queria, assim como ela confessou, a confissão dela não foi pra abaixar a pena, foi pra filha saber da boca dela o que aconteceu. Desde a confissão foi uma mãe falando com a filha. Mas é claro que as pessoas não enxergam isso, mas a nossa ideia com o documentário foi viabilizar um material que as pessoas pudessem ver a versão da mãe”.
Advogada de Elize Matsunaga revela se ela já reencontrou a filha
A advogada ainda respondeu se Elize Matsunaga já reencontrou sua filha desde quando entrou no regime aberto. “A ideia não é minimizar o que aconteceu, mas deixar registrado um material que tenha credibilidade com a versão da mãe. E para que essa criança no futuro possa fazer seu próprio juízo de valor. Essa criança é uma mulher hoje, é uma adolescente, vai fazer 15 anos. Daqui a pouco vai ser adulta, elas não têm contato”.
A advogada também ressaltou a possibilidade da menina querer conhecer Elize Matsunaga. “Mas assim, vamos falar de filhos adotivos, por exemplo, os filhos adotivos têm curiosidade de conhecer sua origem biológica, então a gente não descarta a possibilidade dessa curiosidade natural que pode existir dessa criança. Um dia ela vai ser adulta e vai fazer seu juízo de valor”.
Pensando que sua filha pudesse estar vivendo em outros países, Elize quis que o documentário pudesse ser disponibilizado em várias línguas. “A preocupação era fazer um material em várias línguas que poderia chegar nessa criança na língua que ela falasse. Nossa preocupação foi viabilizar um conteúdo que essa criança poderia conhecer a família materna, como foi o casamento com o pai, saber que foi uma filha desejada, até chegar no crime. Deixar um material que tivesse essas informações para que ela possa tirar suas próprias conclusões e quem sabe um dia se reconciliar”.
Elize Matsunaga tirou a vida do marido, o empresário Marcos Matsunaga em 2012. Ela foi condenada a 16 anos de prisão, mas entrou para o regime aberto em 2022. Atualmente em liberdade, ela leva uma vida discreta. De fato, a única entrevista que ela concedeu foi para o seu documentário.
A filha de Elize é criada pelos avós paternos. E a menina só foi descobrir sua verdadeira história aos 11 anos de idade. Até então, ela achava que seus avós eram seus pais biológicos. “Só que ai criança pode ser muito cruel, na escola, uma das mais caras aqui de São Paulo, ia ter uma festinha com os pais. E ai perguntaram pra menina: quem você vai trazer? E ela: ‘meu pai e minha mãe (os pais do Marcos)’”, disse Ullisses Campbell, biógrafo de Elize.
Ullisses Campbell continuou: “E ai um menino lá de 11 anos falou: ‘não, eles são teus avós. O seu pai é o Marcos Matsunaga e tua mãe é a Elize Matsunaga, é uma garota de programa que matou seu pai, esquartejou e jogou no mato pros bichos comerem’. Ela ficou sabendo assim”.
“E ela chegou pros avós e falou: que história é essa? Ai eles levaram a garota pros maiores psicólogos que eles têm dinheiro pra isso. Começaram a trabalhar isso. A menina continua chamando eles de pai e mãe, acho que pelo hábito. Mas quando alguém pergunta: ‘são meus avós, mas eu chamo de pai e mãe’”, disse Ullisses Campbell.

















