Pai tira vida da filha e nova descoberta surge e impressiona
Novas revelações vieram à tona sobre o pai que tirou a vida de sua filha Olga Beatriz de 12 anos.
Bebê Mamãe|Do R7

Novas descobertas vieram à tona sobre o pai que tirou a vida de sua filha de 12 anos, a menina Olga Beatriz Santos da Silva. Claudinei Silva de 42 anos tirou a vida da garota Olga em Cuiabá no Mato Grosso.
O crime aconteceu na casa de Claudinei no dia 7 de junho depois do pai e sua filha terem voltado de uma festa na residência do avô paterno. Claudinei alega que tirou a vida da menina após supostamente ter visto uma conversa dela com um garoto no celular. Ele foi detido no próprio dia 7 de junho.
Mas agora, a advogada da família materna de Olga Beatriz, Dayane Rodrigues, impressionou ao revelar novas descobertas que podem mudar o caso. A advogada impressionou ao revelar o histórico do pai de Olga Beatriz.
Ela comentou que quando sua filha ainda era bem pequena, o pai Claudinei tentou tirar a vida da mãe da menina. “Em 2018 a mãe da Olga ficou separada dele por dois meses. A Olga era muito pequena então ela deixava a filha com o Claudinei para poder ir trabalhar. Num determinado dia, a mãe da Olga foi buscar a filha na residência do Claudinei, momento que ele pediu que ela entrasse, a Olga era pequena e ela entrou. Neste momento ele deixou ela em cárcere privado por três dias”, contou a advogada para o Comunidade Cuiabá.
A advogada continuou: “No momento desses três dias houve constrangimento, ameaças, lesão corporal contra a mãe. Ele ainda cortou o seu cabelo com tesoura e obrigava ela a sair do serviço. E ela falou que iria pedir conta do serviço, ele levou ela até o supermercado de bicicleta, quando chegaram no estacionamento, a mãe conseguiu pedir ajuda e ele então desferiu duas facadas nela”.
Claudinei foi condenado por este crime em 2018. “Populares seguraram ele e ele foi detido. Preso em flagrante e foi condenado pelos crimes e teve uma pena de 11 anos, 4 meses e 20 dias”, contou.
Pai de Olga Beatriz acreditava que ela não era sua filha
A advogada da família materna, Dayane Rodrigues, também surpreendeu ao revelar que Claudinei dizia em 2018 que Olga Beatriz não era filha dele. “Foi o que agora eu descobri, fiz uma solicitação aqui na Delegacia da Mulher, do inquérito da época. E nesse inquérito policial, a mãe da Olga relatava que ele acreditava que a Olga não era filha dele, motivo pelo qual ele brigava com a mãe, tinha essas crises de ciúme com a mãe. Ele falava pra mãe da Olga assim: ‘ela não é a minha filha, ela é muito branquinha, ela não é a minha filha’”.
A mãe de Olga Beatriz sempre afirmou que a menina era sim filha de Claudinei. “A mãe da Olga desmente toda essa situação, fala que não, que a Olga é filha dele, falava pra ele na época, mas ele não acreditava, ele falava que a Olga não era filha dele”, contou a advogada.
Diante desta descoberta, a advogada afirmou que agora suspeita que o genitor tirou a vida de sua filha por acreditar que não era o pai biológico. “Então hoje, vindo pra esse momento agora dos fatos, a gente leva a ideia de que possivelmente isso possa ter sido a motivação do crime. Quando eu soube, eu comuniquei a delegada da DHPP, fiz um requerimento pra delegacia, informando esse inquérito policial”, contou a advogada.
A advogada Dayane Rodrigues continuou: “A delegada já havia solicitado aqui também a cópia desse inquérito, e eu fiz um requerimento pedindo uma nova oitiva dele, um novo interrogatório, porque agora, como isso é muito relevante para o caso, nós precisamos saber o que ele tem a falar em relação a isso, se realmente ele acreditava que a Olga não era filha dele, porque isso pode ter sido um motivo pro crime ter acontecido”.
Pai pediu para voltar a ter contato com a filha há quatro anos
O pai Claudinei Silva ficou detido até 2022 pelo que fez com a mãe de Olga Beatriz. Ele estava no regime aberto quando tirou a vida de sua filha. Ao deixar a prisão em abril de 2022, Claudinei pediu para voltar a ter contato com Olga Beatriz.
A advogada da família materna explicou: “Quando ele saiu juntamente com a família dele procurou a família da Olga Beatriz dizendo que queria ter essa reaproximação. Que ele queria ter ela como uma filha, que queria ter os cuidados de pai. E como a Olga queria muito a presença de um pai, a mãe deixou tudo para trás e permitiu que a filha tivesse contato com o pai”.
A advogada ressaltou que este contato era limitado. “Lembrando que esse contato com o pai era somente passar o dia e voltar para casa, ela nunca tinha dormido na casa dele. Ele estava no regime aberto e estava cumprindo todas as obrigações do regime aberto”, ressaltou Dayane.
A família materna já afirmou que não acredita na versão de Claudinei de que teria visto uma suposta conversa da filha com um garoto. Isto porque a menina não tinha celular e nem redes sociais. E além disso, a família materna afirma que Claudinei é analfabeto, de modo que ele não conseguiria ler nenhuma conversa.
A advogada também contou como a mãe da menina está. “A mãe não tem certeza nenhuma ainda porque ela falou que o relacionamento com ele não era conturbado atualmente. Eles se falavam apenas por telefone e só questões relacionadas a filha. Ela falava coisas como: ‘você já comprou pão para a Olga comer? Você já fez tal coisa?’. Então, assim, era muito harmoniosa essa relação entre os dois, por conta que a Olga queria muito o contato com o pai”.
A desconfiança sobre a paternidade é uma possível motivação para o crime, segundo a advogada. “É uma possibilidade muito grande dele ter guardado essa raiva de achar que a Olga não é filha dele e ter esperado o momento para agir. É isso que queremos saber, qual a real motivação. Pode ser que todo esse tempo ele ficou se remoendo por dentro por conta dessa desconfiança da Olga não ser filha dele e tenha esperado o melhor momento para agir. Então, é algo que nós estamos buscando descobrir se a real motivação é essa”.
A advogada ainda concluiu ressaltando que a mãe de Olga Beatriz jamais pensou que ele pudesse fazer algo contra a filha. “Não passava na cabeça da mãe. Ela não acreditava que ele iria fazer isso. Tanto é que ela confiou em deixar a filha ir ficar lá nos finais de semana. Lembrando que a avó materna mora a 4 casas da casa dele. Então, a menina ia ficar com a avó materna e ia visitar o pai. Ela nunca pensou que ele faria essa atrocidade”.

















