Após polêmica com Jorginho, Chappell Roan faz megashow em SP, e fãs xingam Flamengo
No palco, artista agradeceu à equipe e segurança e disse não saber se voltará a fazer turnês
Após dias movimentados fora dos palcos, Chappell Roan transformou a tensão em catarse ao entregar um dos shows mais teatrais do Lollapalooza Brasil, na noite deste sábado (21), em São Paulo.
Fora do palco, Chappell tem se mostrado uma figura mais reservada e, por vezes, desconfortável com os excessos da fama. Algo que ganhou repercussão recente após interações com paparazzis e um episódio envolvendo o jogador Jorginho, do Flamengo.
“Sem os seus fãs, você não seria ninguém. E aos fãs, ela não merece o carinho de vocês”, escreveu o atleta em seu relato do acontecido.
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Por outro lado, os apoiadores da artista não deixaram barato. Viralizaram nas redes sociais vídeos da plateia do festival gritando “F***-se o Flamengo” antes do show da artista começar.
Na manhã deste domingo (22), Chappell se pronunciou nas redes sociais dizendo que o segurança não fazia parte de sua equipe e que não havia sido incomodada por ninguém no hotel.
“Eu não odeio pessoas que não são fãs da minha música. Eu não odeio crianças. Mas sinto muito pela mãe e a criança [...] vocês não mereciam isso”, desabafou.
Conceito e letras potentes: o megashow de Chappell Roan em São Paulo
No palco, porém, a artista parece operar em outra chave: mais solta, mais segura e visivelmente entregue ao espetáculo.
Com um repertório que gira em torno de desilusões amorosas e da reconstrução da autoestima, a artista construiu uma narrativa direta com o público, que devolveu transformando cada faixa em um coro coletivo.
Visualmente, o espetáculo segue a estética maximalista que já virou assinatura de Chappell. No primeiro look, um vestido longo verde-musgo, imponente, com mangas esvoaçantes e muito brilho, criava uma silhueta quase mística — reforçada pelo contraste com o cabelo vermelho vibrante.
A beleza, claro, não ficou para trás. Básica não é uma palavra que combine com a artista: bochechas bem marcadas, olhos intensamente trabalhados e uma profusão de brilho.
Nos closes dos telões, cada detalhe da maquiagem se revelava como parte essencial do espetáculo.
A troca de figurinos reforçou essa construção imagética. Em outro momento, surgiu com peças mais reveladoras, com pernas e decote à mostra, apostando em tecidos com brilho esverdeado e reflexos dourados.
Um show à parte: os leques
Logo no início, a cantora fez questão de estabelecer uma conexão direta com o público brasileiro ao citar Lady Gaga. “Eu vi quando Lady Gaga tocou no Rio, e os fãs batendo os leques. E eu pensei: ‘Será que algum dia farei isso também?’ E aqui estamos nós!”, disse animada.
Não demorou para que os leques se tornassem protagonistas. Do início do palco até o fundo do Autódromo de Interlagos, o som ritmado acompanhou a batida de músicas como “Hot To Go!” e “Good Luck, Babe!”, criando um espetáculo paralelo na plateia.
Ao final, Chappell Roan agradeceu à equipe e à segurança, destacando a importância daquele momento. Revelou, inclusive, que aquele era o último show da turnê e que não sabe se voltará aos palcos mundiais tão cedo — o que deu à apresentação um peso ainda maior. “Sou muito grata por terminar isso aqui, no Brasil”, afirmou.
A performance funcionou como um encerramento simbólico: intenso, estético e carregado de emoção — exatamente como a persona artística que Chappell Roan construiu até aqui.
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