Ator acusado de canibalismo tenta reconstruir carreira, mas já se mete em polêmica
Armie Hammer estrela ‘Citizen Vigilante’, filme acusado de xenofobia e racismo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A tentativa de Armie Hammer de retomar a carreira após uma pausa forçada pelas acusações de violência sexual e até canibalismo está sendo uma tragédia. O ator, de 39 anos, ficou revoltado com o seu novo filme, Citizen Vigilante, que estreou no streaming no mês passado.
Hammer acusa o diretor, o infame alemão Uwe Boll (que já foi chamado de o diretor mais odiado de Hollywood), de fazer um filme racista.
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No filme, Hammer é um homem que persegue criminosos para fazer justiça com suas próprias mãos. Isso faz com que ele vire uma estrela nas redes sociais.
O problema é que a maioria dos criminosos perseguidos pelo personagem de Hammer são imigrantes. Assim, Citizen Vigilante está sendo acusado de racismo e xenofobia.
Segundo o Puck, uma pessoa ligada a Hammer disse que o ator chorou ao ver o filme: “E não eram lágrimas de alegria”. Ele teria ficado indignado com o resultado, classificando o filme como “odioso e repugnante”, já que não sabia que o longa estava seguindo por esse caminho.
Ainda de acordo com essas fontes, Hammer tinha recebido apenas 50 páginas do roteiro antes de aceitar participar do filme.
Quem é Armie Hammer

Nascido em Los Angeles, nos Estados Unidos, Hammer começou a carreira na metade dos anos 2000, com pequenas pontas em séries como Veronica Mars e Arrested Development.
Ele apareceu mesmo pro grande público em 2010, ao interpretar os irmãos Winklevoss em A Rede Social, filme que conta o nascimento do Facebook.
O maior sucesso da carreira de Hammer, entretanto, foi em 2018, com Me Chame Pelo Seu Nome, que rendeu ao ator uma indicação ao Globo de Ouro.
Em janeiro de 2021, uma conta anônima no Instagram, batizada de House of Effie, começou a divulgar uma série de mensagens supostamente trocadas entre o ator e uma ex-parceira, repletas de fantasias sexuais extremas envolvendo canibalismo.
Nos prints, ele teria se descrito como “100% canibal” e afirmado que gostaria de “segurar o coração dela nas mãos e controlá-lo enquanto ele bate”.
O escândalo estourou poucos meses depois de Hammer anunciar o divórcio da jornalista Elizabeth Chambers, com quem tinha dois filhos, e ele acabou saindo voluntariamente do elenco de Casamento Armado, justificando que não podia se ausentar por meses da família em meio à crise.
O caso, no entanto, foi muito além das mensagens picantes. Em março daquele ano, uma mulher identificada apenas como Effie fez uma coletiva de imprensa ao lado da advogada Gloria Allred e acusou Hammer de tê-la estuprado em abril de 2017, batendo a cabeça dela contra a parede durante o ataque.
A denúncia levou a uma investigação formal da polícia de Los Angeles, que confirmou o ator como suspeito principal em um inquérito por agressão sexual. Outras mulheres também vieram a público reiterar relatos parecidos, de abuso físico e psicológico misturado aos fetiches relacionados a canibalismo.
Hammer foi excluído de projetos como a série The Offer e de uma peça na Broadway, além de ter sido cortado da herança da própria família.
O documentário House of Hammer: Segredos de Família aprofundou não só as acusações contra ele, mas também escândalos antigos ligados a seu bisavô, o magnata Armand Hammer, sugerindo um padrão de comportamento abusivo protegido pelo poder e dinheiro da família ao longo de gerações.
Do lado da defesa, o ator sempre negou veementemente qualquer crime, sustentando que todas as práticas — inclusive as mais extremas — eram consensuais, discutidas e combinadas previamente com as parceiras.
Apesar da investigação policial, ele nunca chegou a ser processado criminalmente por estupro, e, em um processo civil movido por uma das acusadoras, acabou sendo absolvido pela Justiça de Los Angeles.
Questionado se era canibal, Hammer respondeu que “para ser canibal é preciso ter realmente comido alguém”, e disse enxergar hoje toda a fase com distanciamento, quase como algo “hilário”.
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