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‘Jogo da Morte’: último filme de Bruce Lee usou imagens do funeral de verdade do ator

Mesmo polêmico, filme marcou a cultura pop com cenas icônicas

Cinema de Segunda|Lello LopesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O filme "Jogo da Morte", último de Bruce Lee, usou imagens reais do funeral do ator, incluindo seu corpo no caixão.
  • As gravações começaram em 1972, mas foram interrompidas para Bruce Lee filmar "Operação Dragão", seu maior sucesso.
  • Apenas 11 minutos do material original foram aproveitados; o restante usou dublês e cenas antigas.
  • Apesar das polêmicas, o filme deixou sua marca na cultura pop, com cenas icônicas e influências no visual de outros filmes.

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Um homem com cabelo escuro e liso, sorrindo levemente, está em uma pose de luta, com as mãos levantadas. Ele veste uma camiseta laranja e tem uma expressão confiante. O fundo é desfocado, sugerindo um ambiente de treino ou combate. A iluminação destaca seu rosto e os músculos dos braços.
Bruce Lee em cena do polêmico 'Jogo da Morte' Reprodução

Jogo da Morte, último filme de Bruce Lee, é um dos mais polêmicos da história do cinema. Principalmente por usar imagens reais do funeral do ator, mostrando até o corpo dele dentro do caixão.

O filme foi lançado em 1978, cinco anos após a morte prematura de Bruce Lee por causa de um edema cerebral. O ator tinha apenas 32 anos na época.


As gravações de Jogo da Morte começaram em 1972, mas foram paradas para Lee fazer outro filme, o Operação Dragão, que acabou se tornando o seu maior sucesso.

A gambiarra do papelão

Lee chegou a filmar mais de 120 minutos de material para “Jogo da Morte” em 1972, mas o conteúdo foi engavetado após a morte do ator. Quando o projeto foi retomado, o diretor Robert Clouse viu que apenas 11 minutos dessa filmagem poderiam ser aproveitados.


As outras cenas de Bruce Lee ou usaram trechos de filmes antigos ou foram feitas por dublês escondidos atrás de barbas falsas e óculos escuros.


E olha que óculos escuros ainda é um dos truques mais discretos. Em uma das cenas, o personagem se olha no espelho e — sem nenhuma cerimônia — aparece um recorte de papelão com o rosto do Bruce Lee em cima do reflexo do dublê.

Além disso, quase todo o elenco original se recusou a voltar para o filme. Assim, o roteiro precisou ser todo reformulado. E algumas cenas ainda foram reaproveitadas, deixando a história bem confusa.


O funeral de verdade

A trama que inventaram para encaixar as sobras de filmagem gira em torno do personagem fingindo a própria morte. E, para ilustrar essa “morte falsa”, o diretor Robert Clouse decidiu usar imagens reais do funeral do Bruce Lee — inclusive o corpo dele, no caixão aberto.

Segundo relatos da época, nomes como Muhammad Ali, James Coburn e Steve McQueen recusaram participar do projeto por considerarem que a produção estava explorando a morte de Lee pra faturar em cima.

E o Chuck Norris — que nem chegou a atuar de fato no filme, só emprestaram uma cena de luta antiga dele com Lee de Operação Dragão pra abrir o longa — ainda ameaçou processar o estúdio Golden Harvest por ser creditado no elenco de um filme em que não trabalhou.

O projeto foi detonado pela crítica especializada e se mostrou um fracasso de público. A história teve uma retomada em 2000, quando saiu o documentário Bruce Lee: A Jornada de um Guerreiro, reconstruindo o material original que Lee realmente filmou.

O legado de Jogo da Morte

Mesmo com tanta polêmica, Jogo da Morte deixou a sua marca na cultura pop. A luta entre Bruce Lee e o jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar é considerada uma das mais icônicas da história do cinema.

O visual de Bruce Lee no filme também é histórico. O traje amarelo usado pelo ator foi a inspiração para uma das roupas da personagem de Uma Thurman em Kill Bill.

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