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Playboys vão disputar sucessora de McLaren F1 rara, que tem só o ‘banco do piloto’ e vale R$ 31 mi

Gordon Murray T.50 faz parte de um seleto grupo de cem unidades produzidas e conta com certificação para rodar na União Europeia

Garagem R7|Raphael HakimeOpens in new window

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Gordon Murray T-50 que vai a leilão tem só 100 km rodados e poderá circular na Europa Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

A famosa casa de leilões britânica Sotheby’s vai colocar ao alcance dos multimilionários um Gordon Murray Automotive T.50, feito em 2024. Inspirada e sucessora da icônica McLaren F1, cuja performance se destacou por 30 anos nas pistas, a raridade faz parte de um seleto grupo de cem unidades produzidas.

O Gordon Murray Automotive T.50, que receberá lances entre os dias 23 e 30 de setembro, tem apenas 100 km rodados e três assentos (na frente, um só para o motorista e, atrás, dois para passageiros). Ainda conta com as especificações necessárias para trafegar em países da União Europeia. Para os curiosos, a unidade à venda é a de número 47.

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Ventoinha traseira ajuda no impulsionamento do superesportivo Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

Depois de tanta propaganda, você deve estar interessado no preço. Os organizadores do leilão estimam que vão pegar entre US$ 5,5 milhões e US$ 6 milhões — em valores atuais, quem arrematar vai pagar a bagatela entre R$ 28 milhões e R$ 31 milhões.

Imagine o “valor do IPVA” (o imposto local) e a taxa de transferência de veículo, amigo!

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Motorista fica sozinho na frente no T.50 à venda no leilão londrino Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

Gordon Murray Automotive T.50

No detalhe, o motor que equipa o superesportivo Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

Claro que a Sotheby’s quer vender, mas ela apresenta assim o superesportivo: “O Gordon Murray Automotive T.50 combina três décadas de lições aprendidas com o McLaren F1 a tecnologias e desempenho de ponta, resultando naquele que é, sem dúvida, o carro mais empolgante para o motorista produzido até agora no século 21”.

Prepotência? Talvez não. A T.50 tem dimensões externas equivalentes às de um Porsche Boxster e pesa apenas 997 kg. O motor V12 aspirado de 4 litros, desenvolvido pela Cosworth especificamente para este modelo, “atiça” 661 cavalos de potência, que levam tração para as rodas traseiras.

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Câmbio automático? Nada disso, o carrão de luxo conta com um manual Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

Repare no teto do modelo. Ali, tem uma entrada de ar que ajuda a refrigerar o motor, reconhecido pelo ronco.

A característica mais marcante na traseira é a ventoinha, uma evolução dos carros colados ao chão, como a McLaren F1 e o Brabham BT46B. Na T.50, a ventoinha suga o ar das superfícies superiores para reduzir o arrasto em 12,5% e interage com o difusor para aumentar a força descendente.

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Simulando um efeito de “cauda longa”, a ventoinha elimina a necessidade de uma asa traseira, preservando a silhueta elegante do T.50. A carenagem abriga discretamente uma câmera de ré, e a ventoinha, por si só, gera 15 kg de empuxo para a frente.

Velocímetro digital indica a potência desta máquina Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

A reputação de Murray era tão boa que metade das cem unidades fabricadas foi vendida com base apenas em um esboço feito à caneta esferográfica pelo próprio e em sua descrição inicial.

Dois terços das unidades já estavam reservadas antes da apresentação pública do carro, e as restantes esgotaram-se em menos de dois dias após a estreia mundial do modelo.

O chassi número 047 foi finalizado pela fábrica em 2024 com uma combinação de cores exclusiva e de muito bom gosto: pintura na cor Harrier combinada a um interior revestido em couro.

Banco do motorista, com acabamento mais claro, se destaca em relação ao dos passageiros Alex Penfold/Cortesia da RM Sotheby's

Para realçar ainda mais o visual, a carroceria recebeu uma película de proteção de pintura acetinada, conferindo um aspecto fosco que amplifica o apelo estético do veículo. Acabamentos em fibra de carbono acetinada estão presentes em diversas partes, contrastando com o carbono brilhante aplicado nas câmeras retrovisoras, nos frisos externos das janelas e na tomada de ar do carro.

Sem turbocompressores e sem assistência híbrida, o T.50 tem seu motor V12 naturalmente aspirado acoplado a um câmbio manual e três pedais. E aí, gostou?

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