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‘Escola não é depósito’: a limonada de Sabina Simonato azedou ao vivo

Existe uma regra de ouro do ao vivo que todo apresentador aprende cedo. A regra é simples: a câmera não tem botão de desfazer. E ontem, no Bom Dia SP, essa regra cobrou pedágio

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A apresentadora acabou deixando escapar sua opinião ao vivo em programa Reprodução/Instagram/@sabinasimonato

Sabina Simonato comentava a decisão de algumas escolas de liberar os alunos mais cedo por causa de Brasil x Japão, pela Copa do Mundo de 2026.

Até aí, pauta de telejornal matinal — café, trânsito, futebol. O problema é que ela resolveu opinar com a convicção de quem tem certeza absoluta de que está do lado certo da história.


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Defendeu os pais que não podem largar o trabalho, sugeriu um telão no pátio da escola e mandou o clássico “faz desse limão uma limonada”, perguntando por que jogar a responsabilidade “nas costas da família”.

Tradução da internet: você acabou de chamar a escola de estacionamento de criança.


E a internet, como sempre, não perdoa. Uma telespectadora chamada Rosangela mandou o recado que virou o jogo: “as escolas não são depósitos”, lembrando que os funcionários também têm filhos — ou eles ficam “espalhados por aí” enquanto os pais tomam conta dos filhos dos outros? Xeque-mate doméstico.

Aí veio o momento que define o tamanho do cancelamento: Sabina interrompeu o programa, leu a crítica no ar e recuou — “eu não tenho compromisso com o certo ou errado”, “talvez minha forma de me expressar tenha sido errada”, e o inevitável “me desculpa”.


Vamos ser justos: ela acertou na retratação. Errou só na primeira parte — a parte em que achou que a própria opinião era óbvia, universal e à prova de polêmica.

Esse é o pecado capital de quem fala ao vivo: confundir “eu tenho razão” com “eu fui claro”. São coisas diferentes. Você pode ter toda a razão do mundo e, mesmo assim, entregar a frase embrulhada de um jeito que explode na sua mão.


A moral da história não é “não opine”. É: no ao vivo, a sua intenção fica em casa e só a sua frase entra no ar. O público não assiste ao que você quis dizer. Assiste ao que você disse.

Microfone aberto é o detector de mentiras mais cruel já inventado — ele revela na hora quem escuta e quem só fala. Sabina escutou. Tarde, mas escutou. Já é mais do que muita gente faz.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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