Moedas na privada e folga como prêmio: novo reality de Viih Tube é show de humilhação?
Influenciadora e o marido decidiram transformar o próprio quintal em plateia, e o resultado se chama ‘As Patroas’
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Viih Tube, 25, e Eliezer, 36, decidiram transformar o próprio quintal em plateia. O resultado se chama “As Patroas”: um reality show estrelado pelos 11 funcionários da família — babás, motorista, cozinheira, lavadeira e governanta — competindo por dinheiro, uma moto e regalias que, em qualquer outro contexto, seriam simplesmente direitos.
Do que se trata o reality de Viih Tube
O prêmio final é R$ 20 mil, podendo chegar a R$ 30 mil com o valor acumulado nas provas. O segundo colocado leva o que conquistou ao longo da competição.
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Toda terça-feira acontece o “Desafio CLT”, que vale R$ 1 mil e coroa a “Patroa da Semana” — título que dá direito a escolher entre massagem, jantar ou entrar uma hora mais tarde no trabalho.
Aos sábados, a dinâmica se chama “lavando roupa suja”, ainda sem detalhes revelados. Mas já dá pra imaginar uma treta entre as babás e as foguistas, não é? Uma regra chama atenção: quem falta à gravação está eliminado.
A prova que dividiu opiniões
No primeiro episódio, os funcionários precisaram encontrar moedas escondidas pela casa — inclusive dentro do vaso sanitário e em uma lixeira cheia de papéis. A cena do motorista revirando o banheiro atrás de dinheiro virou o símbolo da polêmica.
Nas redes, o tom predominante foi de indignação. Internautas classificaram a dinâmica como humilhação disfarçada de entretenimento e questionaram o que isso revela sobre a forma como a influenciadora enxerga sua própria equipe. O argumento central: transformar coisas como redução de jornada — uma questão trabalhista — em prêmio de competição normaliza a ideia de que direito básico é favor, não obrigação.
Viih Tube tá ligando? Provavelmente não. Vale lembrar que ela ganhou fama ao beijar todo mundo e rodar mais que prato de micro-ondas em uma das primeiras farofas da Gkay. Também não ficou com medo do cancelamento do BBB ao passar longe do banho.
Mas o casal não vai escapar de questionamentos mais profundos.
Aqui está o nó da questão: funcionário que depende do salário para sobreviver dificilmente tem liberdade real para recusar participar de um “reality” criado pelo próprio patrão. A linha entre conteúdo espontâneo e constrangimento sutil fica perigosamente fina — e é exatamente isso que está gerando o debate.
E agora?
Viih Tube disse que sabia que a dinâmica “atrapalharia o trabalho”, mas decidiu seguir em frente. A pergunta que fica não é se o reality vai continuar — é o que ele revela sobre os limites (ou a ausência deles) entre patrão, funcionário e câmera ligada.
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