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Milhões guardados na mala: o preço da eliminação do Brasil nas oitavas da Copa

Imaginem como estão sofrendo as “selesposas” com um monte de looks que não vão poder usar

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As 'selesposas' Virginia Fonseca e Bruna Biancardi vivem um drama: o que fazer com os looks guardados para o resto da Copa? Reprodução/Instagram/@virginia e Reprodução/Instagram/@brunabiancardi

A maior derrota brasileira na Copa do Mundo não foi do Neymar, nem do Vini Jr., muito menos do Ancelotti. Gente, imaginem como estão sofrendo as “selesposas”?

Looks produzidos à exaustão, hashtags e arrobas arquivados, copalooks voltando na mala do Mundial mais limpos que a chuteira do Raphinha.


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É hora de nos solidarizarmos com uma vítima colateral dessa eliminação que ninguém está mencionando: o guarda-roupa inteiro que as selesposas prepararam pra oito jogos e usaram em cinco.

Porque não é só sobre torcer. É sobre logística. Uma selesposa que se preze não compra look pra um jogo — ela compra pra uma campanha inteira. Estreia, oitavas, quartas, semi, final, e ainda um reserva pro caso de prorrogação emocional.


Cada bolsa escolhida pensando em qual fase do mata-mata ela vai aparecer. É um planejamento de moda mais longo que o próprio ciclo de preparação da seleção.

Só que ninguém avisou pra Noruega que existia um cronograma editorial em jogo. Aos 79 minutos, quando o Haaland cabeceou o primeiro gol, um closet inteiro em algum lugar dos Estados Unidos sentiu o baque. Aos 90, quando ele bateu o segundo, três produções morreram no cabide sem nunca terem saído de casa.


Tem a que organizou tudo com meses de antecedência, cada peça combinando com a fase certa da competição. Tem a Bruna Biancardi, que levou o compromisso tão a sério que apareceu até de look customizado com chuteiras — nível de dedicação que devia render contrato de patrocínio.

Tem a que gastou o bônus da Copa do marido pra cada jogo específico, cada acessório mais bem escalado que o meio-campo brasileiro. Estou falando de bolsinhas que não “hablan” português, e nem no estádio podem entrar por conta do tamanho, mas passam da casa dos R$ 200 mil.


E tem, claro, a que comprou o look da fase final com o Brasil ainda na fase de grupos, otimismo que a realidade não recompensou.

Isso sem contar o drama quase selesposa Virgínia. Se ela esperou as quartas de final para revelar que negociou o inegociável e voltou para Vini Jr., perdeu o time e o engajamento da revelação!

Agora sobra a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta: o que fazer com um look pensado pra final de Copa quando não teve final? Não existe ocasião equivalente. Não dá pra usar o conjunto “hexa” numa festa de aniversário sem parecer que alguém não recebeu o memorando.

É guarda-roupa órfão, fora de contexto, esperando uma Copa América só pra rodar de novo.

E assim, mais cedo do que qualquer edição desde 1990, o Brasil se despede da competição. E nós já podemos começar a brigar por política (por causa da eleição que tá vindo aí).

Fica aqui o meu apoio às selesposas! Força, Guerreiras!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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