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Por que o hack and slash continua conquistando os jogadores

Da revolução dos jogos em 3D aos sucessos recentes, gênero mantém a combinação de combate rápido, combos e sensação de poder que marcou diferentes gerações

Refúgio Geek|Cauê TeixeiraOpens in new window

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Marvel's Wolverine chega a esse cenário carregando um personagem que combina naturalmente com a proposta divulgação Playstation
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Poucos gêneros dos videogames conseguem entregar uma sensação de poder tão imediata quanto o hack and slash. A fórmula é simples de entender: enfrentar grupos de inimigos, dominar os comandos, encaixar combos e seguir em frente. Mas, por trás dessa aparente simplicidade, existe uma tradição que ajudou a definir os jogos de ação em terceira pessoa.

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A origem do estilo está ligada à evolução dos beat ‘em ups, que fizeram sucesso nos fliperamas e nos consoles. Com a chegada dos gráficos tridimensionais, elementos desse tipo de jogo foram incorporados a sistemas mais complexos de combate, dando espaço para esquivas, combos aéreos, cancelamentos de animação e batalhas cada vez mais rápidas.

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Foi principalmente na era do PlayStation 2 que essa fórmula ganhou uma nova identidade. Devil May Cry ajudou a estabelecer o conceito de ação estilosa em 3D, enquanto o primeiro God of War levou a proposta para outro caminho, combinando combates contra grandes grupos de inimigos com uma escala cinematográfica.

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A fórmula continuou evoluindo nos anos seguintes, com jogos como God of War III, Heavenly Sword, NieR: Automata e Bayonetta. Até o Wolverine já passou pela categoria. Em 2009, X-Men Origins: Wolverine chamou atenção justamente por apostar em uma versão mais brutal do personagem, com combates que não economizavam na violência.

É justamente essa relação entre personagem e combate que volta a aparecer agora com Marvel’s Wolverine. A nova aventura coloca o mutante canadense no centro de uma experiência de ação em terceira pessoa, explorando um dos elementos mais característicos do personagem: as garras de adamantium.

A escolha combina com a própria história do hack and slash. Em vez de transformar cada batalha em uma sequência excessivamente burocrática de menus, gerenciamento ou sistemas paralelos, o gênero tradicionalmente coloca o combate no centro da experiência. O jogador entra em uma arena, enfrenta os inimigos e precisa dominar os recursos disponíveis para sair dela.

Essa proposta continua encontrando espaço entre os jogadores. Stellar Blade, lançado para PS5, recuperou parte dessa tradição ao apostar em combates rápidos e técnicos, enquanto Lost Soul Aside também chamou atenção dos fãs interessados em experiências de ação focadas na movimentação e nas batalhas.

O interesse pelo gênero também aparece em um momento em que grandes produções passaram a apostar cada vez mais em mapas extensos, dezenas de atividades paralelas e campanhas que podem consumir dezenas de horas. Para parte do público, experiências mais concentradas e com foco no combate oferecem justamente o que os mundos gigantes nem sempre conseguem entregar: diversão imediata.

É aí que está a força do hack and slash. O gênero não depende apenas de quantidade de conteúdo, mas da sensação proporcionada por cada movimento. Uma esquiva no momento certo, um combo bem executado ou a sequência que elimina vários inimigos de uma vez podem ser suficientes para criar uma recompensa que independe de uma história gigantesca.

A nova aventura coloca o mutante canadense no centro de uma experiência de ação em terceira pessoa divulgação Playstation

Marvel’s Wolverine chega a esse cenário carregando um personagem que combina naturalmente com a proposta. A ferocidade de Logan permite explorar um combate baseado em ataques próximos, velocidade e impacto, mantendo uma característica que acompanha o hack and slash desde suas primeiras grandes experiências em 3D: a sensação de que o jogador está no controle de uma máquina de combate.

Mais de duas décadas depois da explosão do gênero no PlayStation 2, a fórmula continua encontrando novas maneiras de funcionar. Mudam os gráficos, os personagens e a tecnologia, mas a ideia central permanece a mesma: colocar o controle na mão do jogador e fazer cada golpe parecer satisfatório.

Talvez seja justamente por isso que o hack and slash continue tão popular. Em um mercado cada vez mais interessado em experiências gigantescas, o gênero lembra que, às vezes, tudo o que um jogo precisa fazer é oferecer bons combates, comandos precisos e aquela vontade de enfrentar o próximo inimigo.

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