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Centro de reabilitação do Pará usa fantoches para alimentar filhotes órfãos de coruja

Tratamento usa estratégia chamada de anti-imprinting para que os animais não estabeleçam laços afetivos com humanos

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Quatro filhotes de coruja-suindara foram resgatados em Benevides e estão em reabilitação no Cetras/UFRA, em Belém.
  • O centro utiliza a técnica de "anti-imprinting" para evitar que os filhotes criem vínculos com humanos, usando fantoches para simular a presença da mãe durante a alimentação.
  • A técnica ajuda a garantir que os filhotes mantenham seus instintos naturais e possam ser reintegrados ao ambiente selvagem.
  • A coruja-suindara é importante para o ecossistema, controlando pragas como roedores e insetos, e os filhotes passarão por semanas de acompanhamento antes de serem soltos na natureza.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Método é usado para evitar que os filhotes se apeguem a humanos Reprodução/Instagram @cetrasufra

Quatro filhotes resgatados de coruja-suindara, espécie popularmente conhecida como “rasga-mortalha”, estão em processo de reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/UFRA), em Belém.

Eles foram encontrados dentro de uma sacola plástica em Benevides, na Região Metropolitana da capital paraense.

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O caso chamou a atenção não apenas pelo resgate das aves, mas também pelo método utilizado pelos especialistas para garantir que os animais possam retornar à natureza sem desenvolver dependência dos seres humanos.

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No centro de reabilitação, os filhotes recebem cuidados por meio de um protocolo conhecido como “anti-imprinting”. A técnica tem como objetivo impedir que animais silvestres associem sua sobrevivência aos seres humanos, preservando seus comportamentos naturais.

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Durante a alimentação, os cuidadores cobrem completamente o corpo e o rosto com roupas e máscaras para ocultar a aparência humana e utilizam um fantoche em formato de coruja para simular a presença da mãe durante a alimentação dos filhotes.

De acordo com os especialistas, o manejo anti-imprinting é fundamental para garantir que os animais mantenham seus instintos naturais e possam ser reintegrados ao ambiente selvagem com sucesso.

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O objetivo é evitar que os filhotes criem vínculos afetivos, de dependência ou até mesmo de identificação com seres humanos.

A coruja-suindara desempenha papel importante nos ecossistemas, sendo considerada uma das controladoras biológicas mais eficientes da natureza. A espécie se alimenta principalmente de roedores, insetos e morcegos, contribuindo diretamente para o controle natural de pragas.

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Os profissionais responsáveis pelo tratamento informaram que os quatro filhotes ainda precisarão passar por várias semanas de acompanhamento antes de estarem aptos para uma possível soltura.

A expectativa da equipe é que, após completarem seu desenvolvimento e demonstrarem independência, as aves possam retornar à natureza em segurança.

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