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Adega do Déco
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A Dinastia Pato Continua: Duckman, Projeto Pessoal de Maria João Pato

Filha Caçula de Luis Pato, Maria João Pato apresenta seu projeto Duckman, feitos na Bairrada de forma quase natural

Adega do Déco|Do R7 e André Rossi


Maria João Pato e Deco Rossi
Maria João Pato e Deco Rossi

Luis Pato é um nome mais do que conhecido no mundo do vinho português. Chamdo de “O Rei da Bairrada” por seu trabalho impecável com a uva local, a Baga, ele é um ícone. Filipa Pato, filha mais velha de Luis, seguiu o mesmo caminho e tem trilhado uma rota linda, com espumantes e vinhos impecáveis também. Mas quem achava que a família ia parar de brilhar por aí, enganou-se. Maria João Pato é a filha caçula de Luis e desde 2015 tem investido em seu projeto pessoal. Mas algumas curiosidades permeiam esse projeto.

O primeiro é que Maria João não é enóloga de formação, mas, como todo bom enólogo, tem uma veia artística e criativa fortes. E aí vem a outra curiosidade: ela é formada em engenharia eletrotécnica! Ou seja, totalmente uma pessoa de exatas, mas que tem nas artes sua grande inspiração.

Desde 2015, ela deu asas ao seu projeto pessoal, sempre de forma artesanal e sob a supervisão do pai, mas tocando com total autonomia. Com um conceito de pouquíssima intervenção, o Duckman expressa o verdadeiro caráter das variedades da Bairrada de forma quase natural. Os vinhos nem sempre são filtrados, e o uso de sulfito é minimizado.

Linha de Vinhos Duckman, de Maria João Pato
Linha de Vinhos Duckman, de Maria João Pato

Com cinco rótulos que são trazidos pela Importadora Cellar, ela faz um “Pet-Nat” Rosé (vinho espumante que tem apenas uma única fermentação em garrafa, ficando com menos pressão que um espumante tradicional e normalmente mais leve e fresco), o Rosa Duck 2021, produzido com a uva Maria Gomes. O vinho é interessante, mas leva aquele caráter mais rústico, que pode não agradar a todos, mas tem seu público cativo. Os brancos são feitos com base na uva Bical, sendo que um deles, o White Duck, é 100% Bical, enquanto o Quaak Quaak 2021 tem 50% de Sercialinho, além de um método de produção mais complexo, e por isso é um vinho de mais presença e de que eu particularmente gostei muito. O tinto, o Baga Duck 2021, feito 100% com a Baga, uva típica da região, tem bom frescor e muita fruta e taninos bem presentes. E, por último, o Laranja, que é o mais intrigante e, para mim, o melhor vinho. O Kite Duck 2021 é feito com a uva tinta Baga, vinificada sem a casa, ou seja, como vinho branco, mas que passa cinco dias macerando com as cascas da branca Maria Gomes. O resultado é um laranja intenso, complexo e delicioso para harmonizar com muitos pratos, dos mais leves aos mais pesados.

Vinhos que quebram paradigmas e que expressam muito bem a frase que ela me disse durante a prova dos vinhos: "Os clássicos serão cada vez mais naturais e os naturais serão cada vez mais clássicos!".

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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