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Vinho sem álcool: moda ou tendência que veio para ficar?

Querem papo polêmico? Então vamos lá... Vamos falar de vinho sem álcool!

Adega do Déco|André RossiOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O vinho sem álcool é produzido através de um processo que retira o álcool após a fermentação, mantendo o perfil aromático e a acidez.
  • Embora o álcool contribua para a estrutura do vinho, a versão sem álcool é uma alternativa para grávidas, motoristas e pessoas que evitam ressacas.
  • Brancos e espumantes sem álcool se adaptam melhor, enquanto os tintos podem parecer desequilibrados sem o álcool para equilibrar os taninos.
  • O movimento Mindful Drinking está crescendo, e vinícolas investem em vinhos sem álcool para atender a demanda por saúde e longevidade sem perder o prazer social.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dá pra chamar vinho sem álcool de vinho? Magnific/@KamranAydinov

Muita gente me pergunta se beber vinho sem álcool é frescura de quem quer seguir tendência ou é algo que veio para ficar e dominar as taças.

Eu, assim como muitos, confesso que também tive minhas dúvidas, mas, como o movimento Mindful Drinking (o beber com consciência) está explodindo no mundo todo, então, um tempo atrás, resolvi deixar o preconceito de lado e abrir algumas garrafas para testar.

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Mas dá pra chamar de vinho?

A primeira coisa que você precisa entender é que o vinho sem álcool é vinho de verdade. Ele passa por todo o processo de fermentação tradicional e, só no final, passa por uma técnica (como a destilação a vácuo ou osmose reversa) para retirar o álcool. Não é suco de uva. O perfil aromático e a acidez do vinho continuam lá.

O que achei da experiência?

Vou ser sincero com vocês: o álcool faz falta na estrutura e no corpo da bebida. Quando você tira o álcool, o vinho fica mais leve, quase etéreo.

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Mas quer saber? Para quem está grávida, tomando remédio, vai dirigir ou simplesmente quer dar um tempo na ressaca sem abrir mão do ritual de girar a taça, funciona demais.

Aqui vai o meu veredicto: os brancos e espumantes são os que melhor se adaptam. A acidez e o frescor seguram bem a onda e você mal sente que falta algo. Quando vamos para os tintos, o desafio é maior.

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Sem o álcool para equilibrar os taninos, alguns podem parecer um pouco “desequilibrados”, mas a tendência é eles irem melhorando aos poucos.

Tendência ou modinha?

Então, não se enganem, pois parece que isso não é modinha. Muitas vinícolas da Europa e também do Novo Mundo estão investindo pesado nisso porque o público quer longevidade e saúde, mas não quer perder o prazer social.

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Se você é do time que diz “vinho sem álcool nem é vinho”, eu te desafio: na próxima vez que precisar ser o motorista da rodada, dê uma chance para um bom desalcoolizado.

Você vai ver que o ritual e o sabor entregam muito mais do que você imagina. Mas jamais substituirão o bom e velho vinho tradicional. Eu mesmo não vou trocar!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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