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Adega do Déco

A (r)evolução do vinho brasileiro: vinícolas se expandem fora do Sul do país

E é fascinante ver como cada região está encontrando suas aptidões

Adega do Déco|André RossiOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Expansão da vitivinicultura brasileira para além da Serra Gaúcha, com novas regiões produtoras no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.
  • Técnica da Dupla Poda, criada por Murilo Regina, permite colheita no inverno, resultando em uvas saudáveis e vinhos reconhecidos internacionalmente.
  • Diversidade de variedades de uvas em diferentes regiões: Sauvignon Blanc e Pinot Noir na Bahia, Marselan e Tempranillo no Centro-Oeste, e Syrah, Cabernet Franc, Malbec e Viognier no Sudeste.
  • Investimentos no setor, incluindo um Centro de Análises em Brasília, garantem a qualidade dos vinhos e incentivam novas vinícolas familiares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casa Moura é uma das vinícolas premiadas em Goiás Reprodução/Instagram/@vinicolacasamoura

Se você ainda acha que vinho brasileiro bom só vem da Serra Gaúcha, prepare-se para atualizar o seu GPS. A colheita de inverno de 2026 começou agora em julho e o que estamos vendo é uma revolução (não tão) silenciosa (e deliciosa) acontecendo no Sudeste, Centro-Oeste e até no Nordeste.

O mapa da vitivinicultura nacional está ganhando cores novas e sabores que muita gente nem imaginava que seriam possíveis em terras tupiniquins.


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Hoje já são 60 vinícolas associadas à Anprovin, espalhadas por estados como São Paulo, Minas, Goiás e Bahia. São aproximadamente 500 hectares de vinhedos que devem entregar uma safra 15% maior que a do ano passado.

Para se ter uma ideia, em 2025 foram 1,5 milhão de garrafas, e a meta é dobrar isso até 2030. Tudo isso graças à técnica da Dupla Poda ou Poda Invertida, criada pelo consultor mineiro Murilo Regina lá nos anos 2000.


Basicamente, ele inverte o ciclo da videira para que a colheita aconteça no inverno seco, com muito sol e pouca chuva, trazendo uvas extremamente saudáveis e vinhos que estão reconhecidos nos guias e competições internacionais.

E é fascinante ver como cada região está encontrando suas aptidões. Na Chapada Diamantina (Bahia), por exemplo, a colheita começou com Sauvignon Blanc e Pinot Noir.


No Centro-Oeste, o destaque vai para variedades como Marselan e Tempranillo. Já aqui no Sudeste, a Syrah continua sendo a rainha, mas a Cabernet Franc, Malbec e a Viognier estão tendo bom destaque.

O mais legal é que a grande maioria dessas vinícolas são familiares, de gente que antes vivia de café ou gado e agora está transformando a paisagem com parreirais.


Claudio Góes, presidente da Anprovin, disse algo que faz todo sentido: “Os números de consumo de vinho no Brasil ajudam a motivar a cadeia como um todo e incentivam a ampliação de novos investimentos no setor.”

E o investimento é sério: inauguraram um Centro de Análises em Brasília com R$ 3,4 milhões de aporte para garantir que cada garrafa com o selo da Anprovin tenha qualidade certificada. O vinho de inverno não é mais uma promessa, é uma realidade que está na taça.

Então, se você ainda não provou um Syrah de Minas ou um Sauvignon Blanc paulista, melhor abrir os olhos - e a boca – para acompanhar de perto esta (r)evolução do vinho brasileiro.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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