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Adega do Déco

O mundo está bebendo menos, mas viajando mais por causa do vinho

Como o turismo de vinícolas está transformando a maneira como apreciamos a bebida

Adega do Déco|André RossiOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O consumo global de vinho diminuiu, mas o enoturismo está em alta, movimentando bilhões de dólares.
  • No Brasil, o turismo relacionado ao vinho cresce, com destaque para o Vale dos Vinhedos e o Vale do São Francisco.
  • Pequenas vinícolas se beneficiam do turismo, com visitas representando uma parcela significativa do faturamento.
  • A experiência do vinho se torna um atrativo, com a hospitalidade brasileira e as paisagens impulsionando o setor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O consumo de vinho está em queda, mas o turismo relacionado à bebida nunca esteve tão em alta Reprodução/Magnific

Parece meio contraditório este título, não é? Então vou explicar melhor: segundo o “Brazil Economy”, o consumo global de vinho em 2025 foi o menor em quase 70 anos — uma queda de 14% em relação a 2018, segundo a OIV. Mas, ao mesmo tempo, nunca se viajou tanto para visitar vinícolas.

O que está acontecendo é que o vinho deixou de ser apenas uma bebida no jantar para virar o motivo da viagem. O enoturismo está explodindo e deve movimentar US$ 138,4 bilhões até 2033. E a frase da OIV resume bem o espírito da época: “Bebe-se menos, mas melhor”.


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No Brasil, essa onda também está batendo forte. Nosso setor faturou R$ 21,1 bilhões no ano passado, e os espumantes bateram recorde de vendas. Mas o que me chama a atenção é o comportamento do turista. No Rio Grande do Sul, a busca por experiências ligadas ao vinho subiu quase 60%.


O Vale dos Vinhedos já recebe quase meio milhão de pessoas por ano. E não é só lá: o Vale do São Francisco, com seus passeios de catamarã e as duas safras de uva por ano, está ganhando força.

Para as pequenas vinícolas, o turismo é literalmente a salvação da lavoura. Em propriedades menores, a visitação chega a representar 28% do faturamento total. É muito mais lucrativo vender a garrafa direto para o turista, depois de mostrar o vinhedo e a cave, do que brigar por espaço na prateleira do supermercado.


E quem me segue sabe que eu sempre digo que o vinho é uma bebida que te transporta para um lugar, que te leva pela história. Quando você visita a vinícola, esse vínculo fica evidente.

Enquanto a Europa ainda domina 42% desse mercado com clássicos como Bordeaux e Toscana, novos polos como Ningxia, na China, começam a aparecer. O Brasil dificilmente vai vencer o mundo pela quantidade de vinho produzido, mas a nossa hospitalidade e as nossas paisagens ajudam muito.


O vinho virou experiência, e a experiência é o que a gente leva desta vida, não é? Então, bora planejar a nossa próxima rota do vinho.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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