Logo R7.com
RecordPlus
Aprendiz de cozinheira
‌

Visitei a fábrica da Kopenhagen em MG e descobri os segredos dos meus chocolates favoritos

Bombom de cereja é banhado e embrulhado um a um e leva 14 dias para ficar totalmente pronto; conheça esse e outros segredos

Aprendiz de Cozinheira|Aline SordiliOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O bombom Cherry Brandy da Kopenhagen leva 14 dias para ser produzido, com cada unidade sendo banhada e embalada manualmente.
  • A fábrica da Kopenhagen em Extrema, MG, mantém processos manuais em diversos produtos, como a Bala de Leite e Nhá Benta, preservando tradições desde 1928.
  • A produção da Kopenhagen combina técnicas modernas e artesanais, como a conchagem mecânica para a Língua de Gato e o trabalho manual em trufas e biscoitos.
  • Produtos icônicos como Coco Hits e Bombom Avelã são parte da linha artesanal da Kopenhagen, destacando a atenção aos detalhes e à qualidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Aline Sordili visita a fábrica da Kopenhagen, em Extrema (MG)
Aline Sordili visita a fábrica da Kopenhagen, em Extrema (MG) Aline Sordili

Um Cherry Brandy, da Kopenhagen, cabe na palma da mão, mas leva 14 dias para ficar pronto. A cereja é macerada numa calda de açúcar, vinho, canela e licor, recebe duas camadas de fondant com licor e conhaque e outras duas de chocolate ao leite.

Cada unidade é banhada e embalada separadamente, à mão. Visitei a fábrica da marca em Extrema, Minas Gerais, para conhecer a produção que reúne esteiras, moldes e conchadeiras, mas muitas delícias continuam passando pelas mãos de quem cuida de cada peça.

‌

Veja Também

Eu sou apaixonada por fábricas. Acho que desde pequena, quando visitei uma fábrica da Coca-Cola, quando tinha sete anos de idade. A paixão dura até hoje e passou pelos meus tempos de repórter de economia, quando eu sempre pedia para conhecer as fábricas das empresas que eu visitava.

Voltando ao bombom Cherry Brandy da Kopenhagen, até um garfo adaptado é usado para testar a consistência do chocolate, que é pesado antes da embalagem, pois as cerejas variam de tamanho. As caixas e os laços são fechados à mão também, enquanto a esteira está ativa. É muito trabalho concentrado num doce que desaparece depressa depois de aberto. Pelo menos, lá em casa é assim.

‌

A Kopenhagen não sabe, mas o Cherry Brandy é o meu bombom favorito. Como em duas bocadas, com medo de perder o licor. E foi mágico ver como ele é feito.

Em uma outra bancada de Extrema, a Bala de Leite ainda é trabalhada à mão: quatro funcionários manipulam a massa cor de caramelo, enrolam e cortam cada doce.

‌

O gesto lembra o começo da empresa. Anna e David Kopenhagen faziam doces na cozinha de casa, em São Paulo, a partir de 1928. Começaram com o marzipã, que também precisa ser feito manualmente. A Bala de Leite, o doce mais antigo ainda fabricado pela marca, surgiu em 1943, ano em que abriu a primeira fábrica confirmada, na Rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi.

A produção deixou o Itaim depois da venda da empresa em 1996 e seguiu para Tamboré, em Barueri. Extrema começou a operar parcialmente em 2009, recebeu toda a produção no primeiro semestre de 2010 e foi inaugurada oficialmente em agosto daquele ano. O volume cresceu, mas a Bala de Leite ainda precisa de mãos para ganhar forma na bancada.

‌

Na Nhá Benta, o marshmallow é batido em grandes equipamentos e colocado manualmente na máquina com os moldes. A cobertura segue por uma linha de produção (veja no meu Instagram). As colaboradoras, todas mulheres, dobram à mão o papel de cada doce, um gesto conhecido de quem já embrulhou guloseimas em casa. É um origami que vira uma dança linda de ver.

A Língua de Gato pede outro tipo de paciência. Segundo a Kopenhagen, o chocolate ao leite usado na receita passa 72 horas em conchagem para desenvolver textura e sabor. Ninguém precisa passar três dias mexendo a massa com uma colher. A conchagem é mecânica, assim como a moldagem em linha.

O Jelly Garden voltou com versões de geleia de morango, limão e laranja sob chocolate ao leite. A Nhá Benta 4 Clássicos combina base de Lajotinha, marshmallow com canela e Crocantinho, cobertura de Língua de Gato e decoração de Crocantinho.

Produtos como a Lajotinha, que são feitos com biscoito, começam na padaria da Kopenhagen; o Crocantinho integra o grupo de receitas históricas da fábrica. Tudo o que leva massas e biscoitos é feito à mão. Até mesmo o nosso querido palitinho com chocolate que acompanha os cafezinhos nas lojas.

Muitas trufas são boleadas à mão. A fábrica também inclui uma operação de trufas artesanais e uma linha de moldagem das versões recheadas. O Coco Hits, com recheio de coco e cobertura de chocolate ao leite, e o Bombom Avelã, com recheio cremoso e pedaços de avelã, também são boleados à mão e fazem parte da linha icônica lançada em uma edição especial.

Da próxima vez que eu abrir uma caixa, talvez demore um pouco mais entre tirar o papel e dar a primeira mordida.

✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Search Box
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.