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Dia das Mães: cresce o debate sobre corpo, metabolismo e autoestima no pós-parto

Especialistas explicam como hormônios, sono e metabolismo impactam o corpo após a maternidade

Como Ser Saudável|Renata GarofanoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Dia das Mães traz à tona discussões sobre as transformações físicas e emocionais no pós-parto.
  • Principais fatores afetando o corpo incluem alterações hormonais, privação de sono e mudanças metabólicas.
  • Amamentação não garante emagrecimento; uma abordagem personalizada na alimentação é essencial.
  • O autocuidado melhora a autoestima das mães, impactando positivamente na relação com os filhos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Depois da maternidade, o corpo muda. E tudo bem levar tempo para se reconhecer novamente. InteligênciaArtificial/ChatGPT

Neste domingo, quando é celebrado o Dia das Mães, um tema ainda pouco falado começa a ganhar espaço nas conversas sobre maternidade: as transformações físicas e emocionais do pós-parto — e o desafio de se reconhecer em um novo corpo.

Depois que me tornei mãe, aos 40 anos, entendi que o pós-parto vai muito além da estética. Existe um processo profundo de transformação — física, hormonal e emocional — que poucas mulheres verbalizam, mas muitas vivem silenciosamente.


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O corpo muda — e isso leva tempo

Foi nesse contexto que a influenciadora Giovana Suarez Deluqui viveu sua segunda gestação. Diferentemente da primeira, quando teve uma recuperação rápida, desta vez o processo foi mais desafiador.

“Ganhei 20 kg e meu corpo respondeu de outra forma. Fiquei frustrada, cansada e desanimada. Demorou muito mais para voltar ao que era antes”, conta a influencer.


Segundo a nutricionista Bárbara Assalin, o pós-parto é marcado por alterações hormonais e metabólicas importantes, o que faz com que o organismo precise de tempo para se reorganizar.

“O corpo leva, em média, de seis semanas a alguns meses para se estabilizar hormonalmente. Já mudanças mais consistentes na composição corporal podem levar até um ano — especialmente durante a amamentação”, explica Thifany Riçato, líder técnica de nutrição da clínica Seven.


Ela ressalta que a dificuldade para perder peso nesse período não está relacionada apenas à alimentação. “A redução de hormônios como estrogênio e progesterona, somada ao aumento da prolactina, do estresse e da privação de sono, impacta diretamente fome, saciedade e acúmulo de gordura. É uma adaptação fisiológica do organismo”, afirma a especialista.

Amamentação não é sinônimo de emagrecimento

Um dos mitos mais comuns do pós-parto é a ideia de que amamentar acelera automaticamente o emagrecimento. Embora a amamentação aumente o gasto energético, Thifany Riçato explica que isso não garante perda de peso.


“Muitas mulheres criam a expectativa de que a amamentação vai acelerar o emagrecimento, mas isso não é uma regra. Se o sono está prejudicado, a alimentação desorganizada e o metabolismo desregulado, o corpo pode não responder como esperado”, diz.

No caso de Giovana, a perda inicial de peso trouxe a expectativa de uma recuperação rápida. Mas a estagnação e episódios de compulsão alimentar mudaram o cenário.

“Não perdia mais nada e não sabia como começar uma dieta de forma saudável, ainda mais amamentando. Isso começou a me abalar emocionalmente”, relata Giovana.

Mais do que emagrecer, recuperar equilíbrio

A experiência da influenciadora reflete uma mudança mais ampla na forma como mulheres encaram o próprio corpo após a maternidade. Segundo o relatório Future of Wellness 2025, da McKinsey & Company, 79% dos consumidores consideram o bem-estar importante e 42% já o tratam como prioridade.

O foco atual vai além da balança. “O olhar precisa deixar de ser apenas sobre peso. Hoje falamos em recomposição corporal e equilíbrio metabólico. Preservar massa muscular, ajustar a alimentação e cuidar da rotina fazem mais diferença do que buscar uma perda rápida”, afirma Thifany.

Ela também alerta para os riscos das dietas restritivas no pós-parto: “O erro mais comum é recorrer a estratégias genéricas e muito restritivas, sem considerar o momento do corpo. Isso pode gerar frustração, compulsão alimentar e até piorar o quadro metabólico”, explica a especialista.

O impacto do sono e da alimentação

A privação de sono, comum nos primeiros meses da maternidade, também interfere diretamente no metabolismo.

“Dormir menos aumenta hormônios ligados à fome e reduz os relacionados à saciedade. Além disso, o estresse eleva o cortisol, favorecendo o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal”, afirma a nutri.

Nesse processo, a alimentação tem papel importante não apenas na recuperação física, mas também no bem-estar emocional.

“As proteínas ajudam na preservação da massa muscular, fibras contribuem para a saciedade e nutrientes como ômega-3, magnésio e zinco participam de funções hormonais e metabólicas importantes”, explica.

Segundo Bárbara, uma abordagem personalizada também ajuda a reconstruir a relação da mulher com o próprio corpo: “Quando ela entende o que está acontecendo no organismo e recebe acompanhamento próximo, passa a se sentir mais segura. Isso melhora não só os resultados físicos, mas também a relação com a alimentação e com ela mesma.”

Autocuidado como parte da maternidade

Com acompanhamento nutricional, Giovana eliminou cerca de sete quilos nos últimos meses. Ainda assim, ela destaca que o principal ganho foi emocional.

“Não foi só o peso. Foi me sentir forte, capaz e voltar a me admirar. O autocuidado muda tudo — impacta na forma como você se enxerga e também na forma como vive a maternidade”, diz Giovana.

O relato reflete uma mudança cada vez mais presente entre mães que deixam de se colocar em segundo plano e passam a entender que estar bem consigo mesmas também faz parte do cuidado com os filhos.

“Não tem como se doar por inteiro quando você se anula. Estar bem é o que permite viver uma maternidade mais leve e feliz”, conclui.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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