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Caso Gabrielly: o que dizem os depoimentos dos jovens que confessaram o crime

Veja todos os detalhes das versões apresentadas sobre a morte da adolescente de 16 anos que estava desaparecida na Grande BH

Descubra BH|Pablo NascimentoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A morte de Gabrielly Marques, adolescente de 16 anos, gerou grande repercussão na mídia mineira.
  • O corpo da vítima foi encontrado em uma mata em Betim, após um intenso trabalho de busca.
  • Dois jovens, Kauã e Wellington, foram presos e apresentaram depoimentos contraditórios sobre o crime.
  • A motivação do crime, vinculada a um possível relacionamento anterior, ainda está sendo investigada pela Polícia Civil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gabrielly Marques Oliveira foi atingida com pelo menos seis tiros Reprodução/RECORD MINAS

A morte de Gabrielly Marques de Oliveira, de 16 anos, foi um dos casos que mais chamaram a atenção no noticiário mineiro nesta semana. Nas andanças da vida de repórter, eu acompanhei com exclusividade a operação para localização do corpo da vítima, em uma área de mata em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A trilha era fechada e o acesso, difícil. Foi nesse cenário, entre o silêncio da mata e o avanço cuidadoso das equipes de busca, que terminou uma espera e começou outra: a de entender, em detalhes, o que aconteceu com Gabrielly Marques de Oliveira.


Depois de acompanhar de perto a operação, volto agora aos depoimentos dos dois jovens presos pelo crime. Tudo que eles disseram ao delegado, ponto a ponto.

As versões de Kauã Isarael dos Reis Silva, de 18 anos, e de Wellington Souza de Jesus, de 19 anos, ajudam a montar a cronologia do dia da morte e revelam pontos que se encontram, além de diferenças importantes sobre a dinâmica.


Em entrevista à RECORD MINAS, a mãe de Gabrielly disse que não acredita nas versões apresentadas pelos dois. Para ela, Kauã queria matar a adolescente porque a jovem não queria se relacionar com ele.

A família contou que os dois já ficaram, mas o envolvimento não foi adiante. Depois disso, segundo os parentes, Kauã teria passado a agir de forma obsessiva. A motivação do crime ainda será investigada pela Polícia Civil, que ainda analisa a veracidade dos relatos apresentados pelos envolvidos.


O que Kauã disse em depoimento:

  • Disse que conhecia Gabrielly da região de Nova Contagem.
  • Afirmou ser amigo de infância de Wellington.
  • Relatou que ele, Wellington e um primo de Gabrielly já tiveram ligação com o tráfico de drogas na região.
  • Disse que houve ruptura e rivalidade com o grupo ligado ao primo da adolescente.
  • Contou que, semanas antes do crime, foi atraído para um encontro com Gabrielly e acabou alvo de disparos.
  • Afirmou que, depois disso, recebeu a informação de que Gabrielly teria participado dessa armadilha.
  • Disse que Wellington também teria passado por episódios semelhantes e começou a temer pela própria vida.
  • Relatou que os dois compraram uma arma por R$ 3.000.
  • Contou que passou a falar com Gabrielly por meio de uma conta falsa em rede social.
  • Disse que marcou o encontro do dia 18 de março já pensando em fazer uma emboscada contra ela.
  • Afirmou que chamou Wellington para acompanhá-lo.
  • Disse que os dois foram a pé até o local combinado.
  • Relatou que Wellington levava uma arma calibre .380 e ele carregava uma faca.
  • Contou que, ao perceberem uma viatura da PM perto do ponto combinado, esconderam a arma e a faca por alguns minutos.
  • Disse que, depois, seguiram com Gabrielly para uma área de mata.
  • Relatou que os três caminharam até um ponto alto para fumar.
  • Afirmou que, já de madrugada, houve uma discussão.
  • Disse que, durante essa discussão, Wellington sacou a arma e atirou no rosto de Gabrielly.
  • Contou que também desferiu uma facada, mas alegou não saber se chegou a perfurar a vítima.
  • Disse que os dois deixaram o corpo no local e voltaram depois com ferramentas.
  • Afirmou que ajudou a cavar o buraco e que Wellington terminou de enterrar o corpo.
  • Disse que, depois, os dois jogaram a arma, a faca e as ferramentas em uma lagoa.
  • Afirmou que contou à mãe o que havia acontecido, mas resistiu a se entregar.
  • Disse que acabou indo para a delegacia após pressão da família.

O que Wellington disse em depoimento:

  • Disse que conhecia Gabrielly da região de Nova Contagem.
  • Afirmou ser amigo de infância de Kauã.
  • Relatou que também tinha envolvimento com o tráfico e que havia rivalidade com o grupo ligado a um primo da adolescente.
  • Confirmou que soube da emboscada anterior contra Kauã.
  • Disse que ele próprio também teria sido alvo de tiros em outra ocasião.
  • Afirmou que passou a temer por sua vida.
  • Confirmou que ele e Kauã compraram uma arma por R$ 3.000.
  • Disse que os dois foram armados para o encontro com Gabrielly.
  • Afirmou que a intenção inicial era “dar um susto”, e não matar.
  • Relatou que os dois encontraram Gabrielly e seguiram com ela até uma área de mata.
  • Disse que, no local, os três fumaram e beberam juntos.
  • Disse que não houve discussão antes do ataque.
  • Relatou que, em determinado momento, Kauã pegou Gabrielly por trás e aplicou um mata-leão.
  • Afirmou que, depois que ela caiu desacordada, ele efetuou um disparo.
  • Disse que, em seguida, Kauã começou a dar facadas na adolescente.
  • Afirmou que pediu para o amigo parar.
  • Relatou que se arrependeu e chorou.
  • Confirmou que voltou ao local com Kauã para ocultar o corpo.
  • Disse que os dois enterraram Gabrielly.
  • Relatou que, depois, descartaram a arma, a faca e as ferramentas em uma lagoa.
  • Afirmou que decidiu se entregar depois de conversar com Kauã e com um tio dele.

Onde os relatos se encontram

Os dois depoimentos coincidem em pontos centrais:

  • Os dois dizem que havia conflitos anteriores com pessoas ligadas a um primo de Gabrielly;
  • Os dois afirmam que compraram juntos a arma;
  • Os dois admitem que foram armados ao encontro;
  • Os dois relatam que atraíram Gabrielly para uma área de mata;
  • Os dois confirmam que Wellington fez o disparo;
  • Os dois admitem participação na ocultação do corpo;
  • Os dois dizem que arma, faca e ferramentas foram jogadas em uma lagoa.

Onde as versões se separam

As diferenças aparecem na forma como cada um narra os minutos que antecederam a morte:


  • Kauã diz que houve uma discussão antes do tiro.
  • Wellington afirma que não houve discussão.
  • Wellington diz que Kauã imobilizou Gabrielly com um mata-leão antes do disparo.
  • Kauã não apresenta essa versão.
  • Kauã diz que deu uma facada, mas não sabe se chegou a atingir a vítima.
  • Wellington afirma que, depois do tiro, Kauã passou a golpear Gabrielly com facadas.

O caso

Gabrielly Marques de Oliveira, de 16 anos, estava desaparecida desde 18 de março e foi encontrada enterrada em uma área de vegetação no bairro Icaivera, em Betim, Grande BH, no último domingo (22).

Agora, com os depoimentos já prestados, a Polícia Civil tenta esclarecer o que ainda está em aberto: qual foi a real motivação do crime, qual foi a sequência exata da execução e até que ponto as versões apresentadas são relato, defesa ou tentativa de reduzir responsabilidade.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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