Sabalenka usa colar de 83 quilates no US Open: quando a quadra vira passarela
Tenista número um do mundo entra no último Grand Slam da temporada com joia criada especialmente para competir
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Diamantes são para guardar ou para usar? E pedras preciosas de dezenas de quilates: pertencem a um cofre, a um tapete vermelho… ou podem acompanhar uma atleta enquanto ela corre, sua e disputa cada ponto de uma partida?
Aryna Sabalenka parece já ter escolhido sua resposta.
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A tenista número 1 do mundo transformou a quadra do US Open em uma inesperada vitrine de alta joalheria ao entrar em cena, na última terça-feira (25), usando uma criação da joalheria nova-iorquina Material Good, cujo colar, sozinho, reúne impressionantes 83,20 quilates de pedras preciosas.
E talvez seja justamente aí que esteja o detalhe mais interessante dessa história: a peça não foi colocada em Sabalenka apenas para uma fotografia. Ela foi projetada para jogar tênis.
Uma joia pensada para se movimentar
Batizado de Prism Necklace, o colar foi confeccionado em ouro amarelo 18 quilates e reúne safiras, turmalinas, granadas, zircões, espinélios, crisoberilos e tanzanitas em diferentes formatos e tonalidades.

As pedras coloridas não foram escolhidas por acaso. A coleção criada para Sabalenka no US Open foi inspirada em Nova York e em sua mistura de povos, culturas e origens. Pedras vindas de diferentes partes do mundo ajudam a traduzir justamente essa ideia de diversidade.
Mas havia um desafio: luxo não poderia significar desconforto. O desenho do colar ganhou perfil baixo, espaços abertos entre as pedras e uma construção pensada para permitir liberdade de movimento.
Antes de estrear uma joia em uma partida importante, Sabalenka costuma testá-la em quadra para descobrir se comprimento, peso e movimento interferem em sua performance.
É quase uma inversão da lógica tradicional da alta joalheria: em vez de a mulher precisar se adaptar à joia, a joia precisou se adaptar à mulher.
Da pulseira de tênis aos 83 quilates
A relação entre tênis e diamantes, curiosamente, não começou agora. Uma das joias mais clássicas do mundo leva justamente o nome de “tennis bracelet”.
A expressão ficou popularmente associada à tenista Chris Evert depois que sua pulseira de diamantes se soltou durante uma partida do US Open, nos anos 1980, e o jogo precisou ser interrompido enquanto a peça era procurada.
Décadas depois, a quadra volta a ser palco de uma nova transformação.
Se antes uma joia delicada no pulso já chamava atenção, agora uma das maiores estrelas do esporte mundial compete usando uma peça de mais de 80 quilates no pescoço.
E não se trata de um episódio isolado. Desde sua vitória no US Open de 2025, Sabalenka passou a usar criações personalizadas da Material Good nos Grand Slams. Australian Open, Roland Garros e Wimbledon ganharam joias pensadas especialmente para cada torneio.
A atleta deixou de ser apenas alguém que usa joias e se tornou parte do processo criativo.
O luxo saiu do cofre
Talvez esse seja o ponto mais interessante. Durante muito tempo, o luxo esteve associado ao que era precioso demais para fazer parte da rotina: a joia guardada para uma ocasião especial, o vestido usado uma única vez, o relógio retirado do cofre somente para um grande evento.
Agora, uma nova geração parece questionar essa lógica. Se é extraordinário, por que não usar?
Sabalenka corre, saca, comemora e compete carregando no corpo uma peça que, em outro contexto, provavelmente seria reservada a um tapete vermelho.
E isso diz bastante sobre o momento atual do mercado de luxo.
O objeto precioso continua sendo símbolo de exclusividade, mas já não precisa necessariamente parecer intocável. Ele pode ter movimento, personalidade e até suor.
Luxo ou exagero?

Naturalmente, a escolha dividiu opiniões.
Nas redes sociais, houve quem considerasse a quantidade de joias excessiva para uma partida de tênis. Outros questionaram se peças tão exuberantes teriam lugar dentro de uma competição esportiva.
Mas talvez seja justamente essa reação que torne a história interessante.
Porque o luxo sempre teve uma relação íntima com o excesso. Ele provoca, desperta desejo, incomoda e, muitas vezes, desafia aquilo que consideramos adequado.
E Sabalenka parece compreender perfeitamente esse jogo.
Em uma era em que atletas não são apenas atletas, são marcas globais, referências de moda e poderosas plataformas comerciais, cada entrada em quadra também pode se transformar em uma declaração de estilo.
A pergunta, então, talvez já não seja se uma joia de 83 quilates pertence a uma quadra de tênis. A pergunta é outra: se o verdadeiro luxo é ter algo extraordinário, de que adianta deixá-lo guardado no cofre?
No caso de Aryna Sabalenka, pelo menos, o luxo não ficou esperando uma ocasião especial!
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