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Três relógios, um pulso e uma pergunta: quando o luxo deixa de marcar o tempo?

Vini Jr. abre um debate: os novos milionários reinventam os códigos da alta relojoaria ou só levam a ostentação a um novo patamar?

Luxo em cena|Fernanda ComoraOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vini Jr. chamou atenção ao usar três relógios da coleção Royal Oak Mini, da Audemars Piguet, simultaneamente.
  • O uso de múltiplos relógios reflete uma nova tendência de luxo, onde eles são vistos mais como joias do que como instrumentos de medição do tempo.
  • Essa prática, popularizada inicialmente no universo do hip-hop, agora se espalha entre atletas e influenciadores.
  • O debate sobre essa tendência gira em torno da linha entre criatividade e excesso, com o luxo se tornando uma expressão visual e de personalidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vini Júnior e o ator americano Terry Crews, com três relógios Reprodução/Instagram

Durante séculos, um relógio foi muito mais do que um instrumento para medir as horas. Ele simbolizava precisão, tradição, engenharia, herança familiar e, claro, status. Hoje, porém, um novo movimento parece estar reescrevendo essas regras.

Nas últimas semanas, uma imagem de Vinicius Jr. chamou a atenção do mundo da moda e do luxo. O atacante apareceu usando três relógios de uma só vez, todos da icônica coleção Royal Oak Mini, da Audemars Piguet, em versões de ouro amarelo, ouro rosa e ouro branco.


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A cena provocou surpresa. Afinal, quem precisa de três relógios para saber as horas?

A resposta é simples: ninguém. E talvez seja exatamente esse o ponto.


Na nova linguagem do luxo, o relógio deixa de cumprir sua função original para assumir outro papel: o de joia. Assim como pulseiras, anéis e colares, ele passa a ser um elemento de composição estética, identidade e expressão pessoal.

Não se trata mais de utilidade. Trata-se de narrativa.


A tendência nasceu no universo do hip-hop internacional, em que artistas como Drake e Future já haviam transformado a multiplicação de relógios em uma assinatura visual. Agora, ela ganha espaço entre atletas, influenciadores e uma geração de consumidores que enxerga a alta relojoaria menos como tradição e mais como moda.

É uma mudança significativa.


Durante décadas, possuir um único Patek Philippe, um Audemars Piguet ou um Rolex representava uma conquista. Hoje, alguns preferem usá-los em conjunto, quase como quem combina pulseiras de diferentes metais.

O relógio deixa de ser protagonista para integrar uma composição. Mas essa transformação também levanta uma discussão inevitável. Existe uma linha muito tênue entre personalidade e excesso.

Enquanto alguns enxergam criatividade e ousadia, outros acreditam que o luxo perde parte de sua elegância quando precisa chamar tanta atenção.

A própria história da alta relojoaria sempre esteve ligada à discrição. Muitos dos maiores colecionadores do mundo usam peças que passam despercebidas para quem não conhece o assunto. São relógios que conversam silenciosamente com quem entende de acabamento, movimento e tradição.

O chamado “luxo silencioso” continua sendo uma das maiores tendências do mercado. Ainda assim, uma nova geração parece menos preocupada com discrição e mais interessada em transformar o luxo em linguagem visual.

E talvez essa seja a maior mudança.

O relógio deixou de marcar apenas o tempo. Agora, ele marca personalidade, posicionamento e presença. Se isso representa evolução ou exagero, a resposta depende muito mais do olhar de quem observa do que do pulso de quem usa.

No fim das contas, talvez a verdadeira pergunta não seja por que alguém usa três relógios. Mas por que essa imagem desperta tanto debate?

Porque o luxo sempre foi sobre objetos. Hoje, cada vez mais, ele é sobre significado.

“O relógio continua marcando as horas. Somos nós que insistimos em usar o tempo para medir o status.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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