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Maria do Caos

Eu quis parecer chique… e o açúcar quase acabou comigo

Eu só queria parecer sofisticada, mas subestimei completamente o poder de um rodízio de doces finos

Maria do Caos|Mônica SimõesOpens in new window

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Doce é uma delícia, mas até certo ponto... Imagem gerada por IA/Gemini

E aí, Marias!

Recebi a história da semana e, sinceramente? Eu consegui visualizar cada cena enquanto lia.


Porque existe um tipo muito específico de caos feminino que nasce quando a gente tenta parecer sofisticada em um ambiente em que, claramente, todo mundo parece saber exatamente o que está fazendo.

E a gente… não.


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Eu tinha sido convidada para um evento super elegante. Daqueles com iluminação baixa, flores na mesa e pessoas segurando taças e pratinhos pequenos como se tivessem nascido naquele ambiente. Até aí, tudo bem.


O problema começou quando anunciaram: um rodízio de doces finos!

Eram aquelas sobremesas minimalistas, pequenas, delicadas, que vêm acompanhadas de uma explicação maior do que o próprio doce.


Tinha mousse aerada de pistache siciliano. Tartelete de frutas vermelhas com redução cítrica. Bombom belga com flor de sal do Himalaia. Sinceramente? Eu não entendi metade das palavras! Mas fiz cara de quem entendeu todas.

As pessoas experimentavam os doces devagar. Comentavam textura, intensidade, equilíbrio de sabor…

Uma mulher fechou os olhos, mastigando. Entende? Fechou os olhos! Naquele momento, eu percebi que precisava entrar no personagem.

Peguei um docinho pequeno, observei como as outras pessoas faziam e comecei a imitar discretamente.

Mordi devagar, balancei a cabeça levemente e falei: “Nossa… dá pra sentir as camadas.”

Até hoje eu não sei quais camadas.

O problema é que eu comecei a me comprometer emocionalmente com a personagem sofisticada. Então continuei…

Experimentava um doce, comentava algo aleatório. Pegava outro e mais outro…

Porque, aparentemente, no universo da alta confeitaria, ninguém simplesmente come um brigadeiro e segue a vida.

Não.

As pessoas analisam o brigadeiro.

Em algum momento, eu já estava descrevendo sobremesa como quem comenta obra de arte. “Esse tem uma presença mais elegante.”

Presença.

Era um doce ou um advogado bem-sucedido? Não sei.

Só que, enquanto eu tentava parecer refinada… meu corpo já estava entrando em desespero glicêmico.

Porque eu não tinha percebido a quantidade absurda de açúcar que estava consumindo pra sustentar aquele personagem.

Comecei a sentir calor, depois sede, aí veio uma leve dor de cabeça. Mas continuei firme.

Porque o caos entra em um momento muito específico em que a gente não está mais tentando resolver a situação. A gente só quer terminar com dignidade.

Até que um homem perguntou: “Qual você mais gostou?”

Eu pensei rápido! Rápido demais…

E respondi: “O menos doce.”

Silêncio.

O problema? Todos os doces eram extremamente doces.

Eu tentei corrigir. Comecei a falar sobre equilíbrio de sabor, intensidade e textura cremosa, mas eu já conseguia ouvir minha própria voz ficando estranha de nervoso do excesso de açúcar.

Em algum momento, eu já estava bebendo água como quem tenta sobreviver discretamente em público.

Foi então que uma senhora elegantíssima, daquelas que parecem ricas desde 1987, se aproximou de mim e falou baixinho: “Eu escondi três brigadeiros na bolsa pra comer depois.”

Eu olhei pra ela em silêncio. E ela completou: “Esses eventos cansam. A gente precisa de reserva.”

Naquele momento, eu comecei a rir. Rir de verdade! Porque, de repente, toda aquela sofisticação perdeu a força.

E aí, Marias…

Às vezes, a gente acha que todo mundo sabe exatamente como agir em ambientes sofisticados. Mas a verdade é que muita gente também está improvisando. Só que algumas fazem isso segurando um brigadeiro gourmet.

Naquela noite, a Maria aprendeu duas coisas:

  1. Ninguém é tão sofisticado quanto parece
  2. E açúcar demais realmente altera o estado emocional de uma mulher

Até a próxima semana!

Um beijo, Maria.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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