Gracyanne e Gretchen já fizeram tratamento na região íntima, mas as dúvidas continuam
Especialista explica por que cada vez mais mulheres estão olhando para a região íntima com menos vergonha e mais informação
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Por muitos anos, a região íntima feminina viveu uma espécie de vida dupla: estava lá todos os dias, mas quase ninguém falava sobre ela.
Enquanto skincare, harmonização facial, botox e procedimentos corporais dominavam as conversas, a ppk seguia trabalhando quietinha, sem receber a mesma atenção. Até que algumas famosas começaram a falar abertamente sobre tratamentos íntimos, e o assunto saiu definitivamente das sombras.
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Algumas brasileiras como Gracyanne Barbosa, Gretchen, Geisi Arruda, entre outras, passaram a anunciar abertamente que fizeram tratamentos e cirurgias na região íntima, ajudando a colocar o assunto, antes cercado de mistério, na roda de conversa feminina.
O resultado? Muitas mulheres passaram a se fazer perguntas que antes nem imaginavam: “Isso é normal?”, “Toda mulher é assim?”, “Existe tratamento para esse desconforto?”. E, claro, “Será que só eu nunca tinha ouvido falar nisso?”.
Para responder a essas e outras perguntas, fui atrás de uma expert no assunto e fiz as perguntas que toda mulher tem curiosidade em saber — e as respostas surpreenderam.
A região íntima entrou na era do autocuidado
Segundo a ginecologista especialista em estética íntima, Dra. Fernanda Nassar, a procura por procedimentos na região íntima cresceu bastante nos últimos anos.
Mas engana-se quem pensa que a motivação é apenas estética.

Com mais informação disponível e menos vergonha de falar sobre o assunto, muitas mulheres descobriram que certos incômodos não precisam ser simplesmente aceitos.
Sabe aquela sensação de desconforto ao usar uma legging mais justa? Irritação depois de um treino? Incômodo ao pedalar, correr ou até sentar de determinadas formas?
Pois é. Nem sempre isso é “coisa da sua cabeça” ou “normal de mulher”.
“Muitas pacientes chegam ao consultório porque convivem há anos com desconfortos físicos e só depois descobrem que existem tratamentos capazes de melhorar significativamente sua qualidade de vida”, explica a médica.
Traduzindo: às vezes, a busca não é por beleza. É por paz.
Afinal, o que as mulheres estão fazendo?
Se você abriu essa matéria esperando descobrir o que significam aqueles nomes complicados que aparecem nas redes sociais, chegou a sua hora.
Entre os procedimentos mais procurados estão:
Ninfoplastia: reduz os pequenos lábios vaginais quando causam desconforto físico ou estético.
Cliteroplastia: remove o excesso de pele que recobre o clitóris.
Perineoplastia: ajuda a corrigir alterações e flacidez na região do períneo, especialmente após partos.
Laser íntimo: usado para melhorar ressecamento vaginal, flacidez e até alguns casos de incontinência urinária leve.
Bioestimuladores e preenchimentos: ajudam a melhorar a qualidade da pele e devolver volume aos grandes lábios.
Parece muito? Talvez. Mas a boa notícia é que ninguém ganha um catálogo para escolher tudo de uma vez.
A internet inventou uma ppk padrão. A natureza não recebeu o memorando.
Se existe uma frase que merece destaque em neon piscando nesta matéria é esta:
Não existe uma ppk perfeita. Repita quantas vezes forem necessárias.
Segundo Dra. Fernanda Nassar, há uma enorme variação anatômica entre as mulheres. Tamanho, formato, simetria e coloração variam naturalmente.
Ou seja: sua anatomia provavelmente é muito mais normal do que você imagina.
O problema é que redes sociais, filtros, retoques digitais e até a pornografia criaram uma espécie de “padrão Instagram” da região íntima.
E convenhamos: se já é difícil competir com fotos editadas do rosto, imagine tentar competir com versões editadas de uma parte do corpo que ninguém vê no dia a dia.
Nem toda vontade de mudar vem do lugar certo
A médica faz um alerta importante: quando a motivação para um procedimento nasce da comparação excessiva, da pressão de parceiros ou da ideia de alcançar uma perfeição impossível, vale a pena refletir um pouco mais.
Porque nenhuma cirurgia resolve inseguranças profundas, salva relacionamentos em crise ou transforma autoestima da noite para o dia.
Infelizmente, ainda não inventaram esse procedimento.
E a depilação com cera? É culpada de tudo?
Existe uma teoria que circula entre mulheres há décadas: a de que a depilação com cera seria responsável pela flacidez da região íntima.
Segundo Dra. Fernanda, a ciência não encontrou provas robustas para sustentar essa acusação.
Os principais responsáveis pela flacidez continuam sendo os suspeitos de sempre: envelhecimento, genética, alterações hormonais, perda de colágeno, gravidez e variações importantes de peso.
Portanto, a cera pode até arrancar alguns suspiros de dor, mas não precisa levar a culpa por tudo.
O mais importante: fazer por você
Independentemente de a motivação ser estética, funcional ou uma mistura das duas coisas, a principal recomendação da especialista é buscar orientação médica.
Afinal, algumas mulheres descobrem que possuem um desconforto real que pode ser tratado. Outras percebem que sua anatomia está completamente dentro da normalidade.
E talvez essa seja a melhor mensagem de todas.
Em um mundo em que existem filtros para nariz, aplicativos para afinar cintura e inteligência artificial capaz de criar pessoas que nem existem, lembrar que corpos reais são diferentes virou quase um ato revolucionário.
Inclusive quando falamos da região íntima.
Porque, no fim das contas, o objetivo não deveria ser alcançar uma versão “perfeita” de si mesma.
Deveria ser sentir-se confortável no próprio corpo. E isso, felizmente, não precisa de filtro.
Se você conhece alguém que tem dúvidas sobre o assunto, compartilha esse texto pra ajudar a coleguinha aqui.
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