Logo R7.com
RecordPlus

Filho com piolho? Treta de Piovani e Scooby traz problema comum à tona

Médica explica por que as crianças são as principais vítimas e derruba antigos mitos; entenda como resolver

Meu Umbigo|Thais AngelucciOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A polêmica entre Luana Piovani e Pedro Scooby reacendeu a discussão sobre a pediculose, infecção por piolhos, comum entre crianças.
  • O piolho é transmitido principalmente pelo contato direto entre cabeças, não estando relacionado à falta de higiene.
  • Receitas caseiras como vinagre e maionese não são eficazes; o tratamento deve ser feito com produtos específicos.
  • É importante tratar corretamente, examinar contatos próximos e seguir orientações médicas para evitar reinfestações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Parasita vive no couro cabeludo, alimenta-se de sangue e coloca seus ovos, conhecidos como lêndeas Reprodução/Magnific

Polêmica envolvendo a filha de Luana Piovani e Pedro Scooby reacendeu um assunto que costuma causar coceira só de ouvir falar: afinal, por que o piolho aparece tanto entre as crianças?

Piolho é aquele assunto que ninguém gosta de ter em casa, mas que muita família acaba enfrentando. Basta alguém anunciar “tem piolho!” que começa a coceira coletiva. É quase um efeito psicológico: a cabeça estava ótima cinco minutos antes, mas, depois da notícia, parece que ganhou vida própria.


Luana Piovani e Pedro Scooby discutiram nas redes sociais para descobrir responsável pelo piolho da filha Reprodução/Instagram/@luapio/@pedroscooby

O tema voltou aos holofotes após uma polêmica envolvendo Luana Piovani e Pedro Scooby e a suspeita de piolho na filha do ex-casal. Mas, deixando a treta familiar de lado, o episódio ajuda a colocar em discussão um problema bastante comum entre as crianças.

Mas quem nunca teve, não é mesmo? eu mesma já perdi as contas de quantas vezes tive quando era criança e nem conto as receitas caseiras que minha mãe já passou na minha cabeça porque dá vergonha.


Para esclarecer o assunto e separar informação de receita de vó, conversamos com a médica Dra. Fernanda Cassain, pós-graduada em Dermatologia.

Afinal, o que é pediculose?

A pediculose do couro cabeludo é uma infestação provocada pelo Pediculus humanus capitis, o famoso piolho de cabeça.


O parasita vive no couro cabeludo, alimenta-se de sangue e coloca seus ovos, conhecidos como lêndeas, próximos à raiz dos fios.

E aqui está uma informação importante: pediculose não tem relação com falta de higiene. Qualquer pessoa pode ter piolho, independentemente da frequência com que lava o cabelo ou toma banho.


Por que o piolho é tão comum entre crianças?

A explicação está muito mais no comportamento do que no shampoo.

Crianças brincam juntas, se abraçam, encostam as cabeças e têm muito mais contato físico do que os adultos. Como o piolho não voa nem pula, essa proximidade facilita a transmissão.

Segundo a Dra. Fernanda, não significa que a criança seja mais “suscetível” por falta de higiene. É justamente a frequência do contato próximo que explica a maior ocorrência nessa faixa etária.

Em outras palavras: não é sujeira. É convivência.

Para o piolho, uma roda de crianças brincando bem juntinhas é praticamente um serviço de transporte gratuito.

Uma criança com piolho significa que a escola inteira está infestada?

Calma. Não precisa tocar a sirene do apocalipse capilar.

A principal forma de transmissão é o contato direto cabeça com cabeça. O compartilhamento de objetos como escovas, pentes, bonés, toalhas e roupas de cama também pode transmitir, mas com menor frequência.

Por isso, uma criança diagnosticada não significa que a turma inteira esteja infestada. O ideal é examinar quem teve contato próximo, especialmente familiares e colegas que tiveram contato cabeça com cabeça.

E não é recomendado tratar preventivamente quem não apresenta infestação.

Como saber se alguém está com piolho?

O sintoma mais conhecido é a coceira no couro cabeludo, causada por uma reação à picada do piolho. Mas ela pode não aparecer logo no início e algumas pessoas podem ter poucos sintomas ou até permanecer sem sintomas por algum tempo.

Segundo a médica, o diagnóstico é mais seguro quando são encontrados piolhos vivos. As lêndeas ficam firmemente grudadas nos fios, geralmente próximas ao couro cabeludo.

O bom e velho pente fino continua sendo um grande aliado nessa investigação.

Existe cabelo que o piolho prefere?

Não existe exatamente um “menu degustação” de cabelos.

O principal fator é a oportunidade de contato. Crianças que brincam muito próximas, dormem juntas ou têm contato frequente cabeça com cabeça ficam mais expostas.

Ou seja: o piolho não está preocupado se o cabelo é liso, cacheado, crespo, curto ou comprido. Ele quer mesmo é uma oportunidade de chegar ao próximo endereço.

E o vinagre? Funciona?

Aqui entram as receitas que parecem ter passado de geração em geração: vinagre, álcool, maionese, azeite e outros truques caseiros.

Mas a Dra. Fernanda é clara: não são recomendados como tratamento.

Não há evidência adequada de que essas substâncias sejam métodos confiáveis para eliminar a infestação. Além disso, algumas podem irritar ou causar lesões no couro cabeludo, especialmente em crianças.

O tratamento deve ser feito com produtos específicos para pediculose e seguindo corretamente as instruções.

E nada de pensar que “se um pouco funciona, o dobro funciona melhor”. Aumentar a quantidade ou misturar produtos por conta própria pode ser perigoso.

O tratamento não funcionou. O piolho voltou?

Pode acontecer. E não necessariamente porque o piolho resolveu renovar o contrato de aluguel.

Existe resistência aos inseticidas utilizados contra piolhos, mas essa não é a única possibilidade.

É preciso verificar se existe realmente uma infestação ativa, se o produto foi utilizado corretamente ou se houve uma nova infestação por outra pessoa próxima.

Encontrar piolhos vivos depois do tratamento é um sinal importante. Nesse caso, não é recomendado repetir várias vezes o mesmo produto ou aumentar a quantidade por conta própria.

A orientação é procurar avaliação médica para confirmar a infestação e verificar se é necessário outro princípio ativo.

Precisa dedetizar a casa inteira?

Não precisa transformar a casa em cenário de filme de ação.

Como o piolho sobrevive pouco tempo fora do couro cabeludo, o risco de transmissão por tapetes, sofás e móveis é muito baixo.

Alguns cuidados são suficientes:

  • lavar roupas de cama, toalhas e roupas utilizadas nos dois dias anteriores ao tratamento, preferencialmente com água quente e secagem em temperatura alta;
  • colocar pentes e escovas em água quente por 5 a 10 minutos;
  • isolar em saco plástico objetos que não possam ser lavados pelo período recomendado;
  • aspirar locais onde a pessoa passou bastante tempo, sem transformar a faxina em uma operação militar;
  • não utilizar inseticidas, sprays ou fumigação no ambiente, pois isso é desnecessário e pode ser tóxico.

Piolho não é motivo para vergonha

No fim das contas, o problema maior não deveria ser o piolho, mas o estigma que ainda existe em torno dele.

Pediculose é uma infestação parasitária comum, especialmente entre crianças em idade escolar. Não significa falta de higiene ou descuido dos pais.

O caminho é identificar, tratar corretamente, examinar os contatos próximos e seguir as orientações médicas.

Porque criança já tem que lidar com lição de casa, prova, trabalho em grupo, brinquedo espalhado pela casa e a eterna pergunta “já escovou os dentes?”.

Não precisa ainda carregar a culpa por um piolho que resolveu fazer turismo na cabeça.

No caso do piolho, informação é mesmo o melhor pente fino contra o preconceito.

Gostou? Conhece alguma mãe de criança piolhenta que está precisando dessa informação? Então compartilha esse texto.

Beijo e até o próximo conteúdo, sem coceira, espero.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.