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Algarve: uma região com cenários cinematográficos e praias paradisíacas em Portugal

Veja o que fazer no Algarve, onde se hospedar, os passeios que valem a pena e quanto custa viajar pela região

Por Aí|Pri MesianoOpens in new window

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Quais passeios não perder e como explorar a região sul de Portugal? Arquivo pessoal

E se a primeira parada de uma viagem sem data para voltar tivesse que ser escolhida pelo coração? Foi exatamente assim que o Algarve, no sul de Portugal, entrou no meu roteiro.

Eu tinha uma passagem só de ida para Portugal, R$ 100 mil reservados para toda a aventura e uma regra muito simples: quando o dinheiro acabar, eu volto para casa. Simples assim…


Até lá, cada decisão pode mudar completamente o rumo da viagem.

E eu queria começar por um lugar que tivesse tudo aquilo que procuro quando viajo: natureza exuberante, praias de águas transparentes, pequenas enseadas, paisagens cinematográficas e experiências que fossem muito além dos cartões-postais.


O Algarve tinha tudo para ser o primeiro capítulo dessa história. E foi.

Algarve: um cenário que parece filme

Falésias douradas encontrando o mar, pequenas praias escondidas entre as rochas, grutas esculpidas pela força da natureza e um oceano que muda de tonalidade ao longo do dia. Essa é a paisagem que encontrei no Algarve.


A região é conhecida justamente pela combinação de praias de areia, falésias, pequenas baías protegidas pelas rochas e águas em diferentes tons.

Mas o que mais gostei foi perceber que a beleza do Algarve não está concentrada em um único lugar.


Você pode passar a manhã em uma pequena praia, almoçar em uma vila, pegar a estrada, parar em um mirante e terminar o dia navegando pela costa.

E é justamente essa liberdade que faz o Algarve funcionar tão bem para uma viagem de carro.

Quando ir para o Algarve?

Se você quer aproveitar o verão europeu, mas pretende encontrar uma região um pouco mais tranquila e, principalmente, tentar economizar, minha sugestão é considerar maio, junho, setembro e outubro.

Julho e agosto são os meses mais concorridos, especialmente nas praias mais famosas.

Eu estive no Algarve durante o verão europeu e percebi isso na prática: chegar cedo faz toda a diferença. Aliás, essa é uma das principais dicas que eu deixaria para quem pretende conhecer as praias mais famosas da região.

Acorde cedo. Muito cedo.

Você não apenas encontra as praias mais vazias, como também ganha uma luz maravilhosa para fotografar e filmar.

Como chegar ao Algarve saindo de Lisboa?

De Lisboa até o Algarve, são cerca de duas horas e meia de carro, dependendo do destino escolhido. Também é possível fazer o trajeto de ônibus, trem ou avião.

Mas, para quem quer realmente explorar a região, o carro é a melhor opção. Essa foi a minha escolha e eu super recomendo.

Ter um carro dá uma liberdade enorme para montar o roteiro de acordo com o seu ritmo, parar quando aparecer aquela paisagem irresistível e conhecer praias que ficam fora das rotas mais óbvias.

Eu escolhi Portimão como base, uma localização estratégica para explorar diferentes pontos da costa.

De lá, conseguimos fazer deslocamentos relativamente curtos para várias praias e cidades da região. Os trajetos levaram de 10 a 40 minutos.

Onde se hospedar no Algarve: Portimão

Minha base durante essa etapa da viagem foi Portimão. E a escolha não poderia ter sido melhor.

Além de estar perto de algumas das praias mais famosas e icônicas do Algarve, a cidade tem uma ótima estrutura de restaurantes, comércio e serviços e funciona muito bem para quem está de carro.

Foi lá que fiquei no Rochavau Hotel. O hotel fica entre as praias da Rocha e do Vau, em uma localização excelente, muito próximo da praia e perfeito para quem quer explorar o Algarve.

Uma hospedagem que virou parte da experiência

E aqui eu preciso fazer um parêntese, porque o Rochavau foi uma das experiências mais gostosas dessa primeira etapa da viagem.

O atendimento de toda a equipe merece um destaque especial. Desde a chegada, fomos recebidos com muita simpatia, atenção e aquela disponibilidade que faz diferença.

Foi daqueles lugares em que a hospedagem deixa de ser apenas o lugar onde você dorme e passa a fazer parte da viagem de tão inesquecível.

Outro ponto que me conquistou foi o café da manhã. É simplesmente divino.

Muita variedade, produtos frescos, opções doces e salgadas e uma apresentação muito cuidadosa. Para quem, como eu, começa o dia cedo para aproveitar as praias antes da multidão, ter um café da manhã caprichado faz toda a diferença.

E o Rochavau ainda guarda uma surpresa gastronômica que, sinceramente, eu não esperava encontrar dentro do próprio hotel.

A surpresa gastronômica: Aura

O restaurante do hotel, Aura by Rochavau, foi uma das minhas maiores surpresas no Algarve. E não estou falando apenas de uma refeição prática para quem está hospedado.

A experiência gastronômica realmente merece um lugar no roteiro, mesmo que você não esteja hospedado por lá.

Os pratos são deliciosos, os drinks autorais são excelentes e a carta de vinhos valoriza rótulos produzidos na própria região — uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais dos sabores do Algarve.

O ambiente também combina com a proposta do hotel: sofisticado, mas sem perder aquela atmosfera descontraída que combina perfeitamente com uma viagem de verão.

Conheça, aqui, o Rochavau Hotel

Instagram: @rochavauhotel | @aurabyrochavau

O que fazer no Algarve: praias que você precisa conhecer

Se existe uma coisa difícil no Algarve, é escolher quais praias colocar no roteiro. São tantas paisagens bonitas que você começa a perceber que poderia passar semanas explorando a costa.

Eu selecionei algumas das que mais me impressionaram.

Praia do Perta, Praia dos Três Irmãos e Prainha

Começamos cedo por essa região, por volta das oito da manhã. Além de encontrar as praias mais tranquilas, com menos gente, pegamos a luz do sol batendo nas falésias e deixando as rochas douradas.

Para quem gosta de fotografar ou gravar conteúdo, é um dos melhores horários.

Dica da Pri: chegue cedo. Muito cedo.

Praia do Vau, Careanos, Amado, Três Castelos e Praia da Rocha

Depois, seguimos por outras praias próximas a Portimão.

A Praia do Vau, a Praia dos Careanos, a Praia do Amado, a Praia dos Três Castelos e a Praia da Rocha mostram como pequenas mudanças na formação das falésias conseguem criar paisagens completamente diferentes.

E o melhor: muitas delas estão relativamente próximas umas das outras e você pode visitar todas caminhando.

Inclusive, almoçamos na praia da Rocha, no restaurante F, que fica à beira-mar e está no guia Michelin de 2025 e 26. Por lá, provamos vários pratos típicos da região.

Se quiser dar uma olhada no cardápio, é só clicar aqui.

Algar Seco: quando a beleza está dentro da rocha

Mas o Algarve não é apenas praia. E talvez essa seja uma das características que mais me surpreenderam.

No Algar Seco, em Carvoeiro, a paisagem muda completamente. Aqui, o mar encontra formações rochosas, túneis, passagens estreitas e escadarias construídas na própria pedra.

É quase como entrar em outro mundo.

E existe um lugar que virou parada obrigatória para quem quer fazer aquela foto “instagramável”: a Boneca, uma abertura na rocha que revela o mar do outro lado.

Só tem um detalhe importante: chegue cedo. Durante o dia, o movimento aumenta bastante e pode haver fila de até 1 hora para conseguir fotografar nos pontos mais disputados.

Praia de Benagil e a famosa gruta

E então chegamos a um dos lugares que me fizeram escolher o Algarve. A Gruta de Benagil.

Quando vi imagens desse lugar pela primeira vez, pensei: “É para lá que eu tenho que ir.”

E foi.

A melhor maneira de entender a grandiosidade das formações da costa é vê-las também pelo mar.

Por isso, reservei um dia para explorar o Algarve de barco.

Gruta de Benagil: vale a pena fazer o passeio de barco?

Na minha opinião, sim, e é obrigatório. Principalmente porque navegar pela costa permite enxergar formações que simplesmente não conseguimos perceber da terra.

Foi por isso que fizemos uma experiência premium com a AlgarExperience, com saída da Marina de Albufeira.

A empresa oferece diferentes experiências pela costa algarvia, incluindo passeios até Benagil, experiências ao pôr do sol, brunch a bordo, observação de golfinhos e opções privativas.

No nosso passeio, além das paisagens incríveis, tivemos comida, bebidas e uma experiência muito mais confortável do que simplesmente fazer um passeio rápido de barco.

E ainda teve música. Porque viagem boa também precisa de diversão, não é?

Conheça os passeios disponíveis aqui.

Instagram: @algarexperience

Praia de Albandeira

Outra parada que entrou para a minha lista de favoritas foi a Praia de Albandeira.

A água tem uma cor maravilhosa e a formação rochosa cria uma espécie de abrigo natural, onde é possível ficar protegido do sol.

É uma daquelas praias que mostram por que vale a pena estar de carro no Algarve. Você pode simplesmente olhar o mapa, escolher uma pequena enseada e ir descobrir o que existe ali.

Praia do Carvalho e o “submarino amarelo”

A Praia do Carvalho também merece entrar no roteiro. O acesso já começa diferente: uma passagem entre as rochas leva até a praia.

E existe uma formação rochosa que ficou conhecida como “submarino amarelo”.

O curioso é que, da praia, nem sempre conseguimos enxergar o formato com tanta clareza. Do mar, porém, a formação aparece muito melhor. Mais um motivo para fazer o passeio de barco.

Praia da Marinha: um dos cartões-postais do Algarve

E chegamos a uma das praias mais famosas da região: a Praia da Marinha. Os grandes arcos de pedra e as falésias que cercam a praia formam uma das paisagens mais conhecidas do Algarve.

E existe um detalhe que eu adorei descobrir: vista de cima, uma das formações rochosas cria um desenho que lembra um coração. Vista do mar, outra formação ganha o formato de um elefante.

É aquele tipo de lugar em que você olha para a paisagem de todos os ângulos e sempre encontra uma imagem diferente.

Passadiços do Algarve: outra maneira de conhecer a costa

Uma das formas mais interessantes de explorar algumas áreas da região é pelos famosos passadiços, estruturas de madeira construídas sobre as falésias e áreas costeiras.

Eles permitem caminhar por trechos da costa e chegar a mirantes e praias sem precisar fazer tudo de carro.

Para mim, eles combinam perfeitamente com a proposta do Sem Data para Voltar: andar sem pressa, parar quando uma paisagem chamar atenção e descobrir o destino aos poucos.

Sete Vales Suspensos: uma trilha com vistas incríveis de Benagil

Uma experiência que ficou na minha lista para a próxima viagem é o Percurso dos Sete Vales Suspensos, uma das trilhas costeiras mais bonitas do Algarve.

O percurso acompanha o alto das falésias entre a Praia de Vale de Centeanes e a Praia da Marinha, passando pela região de Benagil e por alguns dos cenários mais impressionantes da costa. O trajeto completo, considerando ida e volta, tem aproximadamente 10 quilômetros.

Eu não consegui fazer a trilha inteira por falta de tempo, mas conheci alguns dos lugares por onde ela passa e fiquei simplesmente encantada. De cima das falésias, a perspectiva é completamente diferente: você consegue enxergar o mar, as praias e as formações rochosas de um ângulo privilegiado.

E tem um detalhe que torna o passeio ainda mais especial: em alguns trechos, o caminho passa pelo alto das falésias da região de Benagil, permitindo observar de cima a paisagem que também conhecemos pelos passeios de barco.

Quanto tempo reservar para os Sete Vales Suspensos?

Se você quiser fazer o percurso completo com calma, parando nos mirantes e aproveitando para fotografar, reserve pelo menos 4 horas. E eu não faria essa caminhada com pressa: a graça está justamente em parar nos diferentes pontos de observação e contemplar a paisagem.

Para quem estiver no Algarve durante o verão europeu, minha dica é começar bem cedo, de preferência pela manhã, quando as temperaturas ainda estão mais agradáveis e a incidência de sol é menor. A própria promoção turística de Portugal recomenda os meses de setembro a junho como especialmente favoráveis para caminhadas no Algarve.

O que levar para a trilha?

Vá preparado. Tênis ou calçado confortável e com boa aderência, água suficiente, protetor solar, chapéu ou boné e um lanche são indispensáveis. Também vale levar o celular carregado — não apenas para registrar as paisagens, mas para ter GPS disponível caso seja necessário.

E atenção: boa parte do percurso fica sobre falésias. As orientações oficiais recomendam manter uma distância segura das bordas e das áreas de alçapões naturais, além de evitar a trilha em condições de vento forte ou chuva.

Eu não fiz os Sete Vales Suspensos desta vez, mas já coloquei a trilha na minha lista para voltar ao Algarve. Pelo pouco que consegui conhecer dessa região, já deu para perceber que caminhar por essas falésias, com o mar azul lá embaixo e as formações rochosas à frente, deve ser uma daquelas experiências que ficam na memória.

Quanto custa viajar para o Algarve?

Essa é, provavelmente, uma das perguntas que mais recebo. E aqui entra uma das propostas principais do Sem Data para Voltar: mostrar a viagem também pelo lado financeiro.

Para uma viagem de cinco dias pelo Algarve, para um casal, em um perfil econômico e com planejamento, eu estimaria aproximadamente R$ 5 mil por pessoa, considerando hospedagem, alimentação, transporte e passeios.

É claro que esse valor pode variar bastante.

Hospedagem, época do ano, categoria do carro, quantidade de passeios e restaurantes escolhidos podem aumentar bastante o orçamento.

No meu caso, como a proposta da viagem é justamente mostrar a experiência real, vou continuar dividindo por aqui quanto estou gastando e como cada decisão interfere nos R$ 100 mil disponíveis. Corre lá no Instagram, que eu vou compartilhar tudo por lá. O meu perfil é @primesianoporai.

💙 Apoio ao destino

Essa viagem também contou com o apoio do @visitalgarve, que nos ajudou a descobrir e mostrar diferentes experiências do Algarve — desde as praias mais conhecidas até lugares que muitas vezes ficam fora dos roteiros tradicionais.

👉 Planeje sua viagem pelo portal oficial:

VisitAlgarve — Portal de Turismo do Algarve

Algarve: o primeiro capítulo de uma viagem sem data para voltar

O Algarve foi mais do que a primeira parada. Foi o primeiro teste do projeto.

A primeira vez em que eu precisei tomar decisões pensando não apenas no destino, mas também no orçamento que ainda tenho pela frente.

E foi também a confirmação de que começar uma viagem sem saber exatamente onde ela vai terminar pode ser muito mais interessante do que ter todas as respostas antes de partir.

Algarve, obrigada por abrir essa jornada. Agora eu sigo viagem.

Sem passagem de volta. Sem saber exatamente quando vou voltar. E com os meus R$ 100 mil ainda na conta.

Próxima parada: Roma.

Uma cidade que parece um museu a céu aberto. E eu quero descobrir até onde essa história vai me levar.

Acompanhe o “Sem Data para Voltar”

Toda essa jornada também será exibida nacionalmente no Fala Brasil, aos sábados, a partir das 9h15, na Record TV.

Os episódios completos da viagem estarão disponíveis no YouTube, em @primesianoporai.

Inclusive, aqui está disponível o episódio completo de Algarve.

E, para acompanhar a viagem em tempo real, com bastidores, descobertas, dicas de destinos e, claro, a conta dos gastos, siga @primesianoporai nas redes sociais.

Porque essa viagem ainda está só começando — e eu ainda não sei até onde vou, mas quero muito chegar até a China. Será que o dinheiro vai dar? Eu espero que sim!

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