As noites em Paris não são como eu imaginava
A surpreendente tranquilidade e simplicidade da capital francesa ao cair da noite

Em boa parte do ano, a noite parisiense demora a chegar. E quando a escuridão finalmente toma conta da cidade, as portas começam a se fechar, os atendimentos se encerram e o movimento desaparece até mesmo dos lugares mais românticos da capital francesa.
Paris, à noite, não vive da forma como muitos imaginam. Depois das 22 horas, pouca coisa continua funcionando. Apenas serviços essenciais, como farmácias, conveniências e postos de gasolina, permanecem abertos e, ainda assim, apenas em algumas regiões da cidade.
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Após um dia cansativo visitando pontos turísticos importantes, seguimos direto para o hotel, localizado em um bairro mais tranquilo. Quando saímos do metrô, às dez e vinte da noite, as ruas estreitas já estavam praticamente vazias. O cenário era dominado por janelas fechadas e um silêncio quase absoluto.
Em Paris, tanto de dia quanto à noite, quase não se escutam latidos de cachorros, músicas altas ou grupos fazendo barulhos pelas ruas. Os parisienses parecem viver de forma mais reservada, aproveitando a vida de um jeito mais íntimo, discreto e pessoal.
Outro detalhe que chama atenção: em Paris, o luxo parece importar pouco. Mulheres usam pouca maquiagem e não fazem questão de ostentar marcas famosas. As unhas parecem não se vangloriar com cores vibrantes. Homens não parecem preocupados em dirigir carros do ano ou mostrar status.
O confortável, o simples e o aconchegante parecem ter muito mais valor no dia a dia. Quer um detalhe curioso que reparei? Muitos parisienses ainda usam fones de ouvido com fio. Práticos. Sem preocupação com aparência, valor ou tecnologia de última geração. Apenas funcionais.
A mesma coisa com celulares. Muitos utilizam gerações anteriores e sem capas chamativas. Em Paris, a opinião dos outros parece ter menos peso. O mais caro não vem primeiro. O conforto prevalece.
E talvez as melhores risadas, os encontros mais interessantes e os momentos mais verdadeiros não estejam nas ruas, nos bares ou nos restaurantes famosos. Então, onde eles estão? Essa é uma pergunta que, por enquanto, ainda não consigo responder.
Depois de passar a noite pensando nisso, acordei decidido a tomar café em um lugar menos turístico. Foi assim que encontrei a Boulangerie Colette. Pedi um “formule”, que, em português claro, é um combo simples: um sanduíche de frango e uma sobremesa de framboesa com creme, por 9,90 euros.
Mas o que mais me surpreendeu não foi o preço. Foi o atendimento, a simpatia e o sabor. Aquilo que eu não tinha encontrado ainda pelas ruas.
Assim como em outros estabelecimentos posteriores, os franceses não foram nenhum pouco rudes. Muito pelo contrário, eles se esforçavam pra falar inglês, e até mímicas alguns faziam pra atender da melhor maneira.
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