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Um ombro e um café: quando a amizade aquece mais que a xícara

A vida mostra que o verdadeiro valor está em momentos que não aparecem no cardápio, mas ficam guardados na memória

Rafael Ferraz|Rafa FerrazOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O texto reflete sobre o valor da amizade e momentos de acolhimento.
  • Uma amiga se encontra em um café em São Paulo para compartilhar emoções e experiências.
  • A conversa é um espaço de escuta mútua, essencial para manter laços saudáveis.
  • Apesar da comida e do serviço não serem perfeitos, o importante é o momento significativo compartilhado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre confidências e pratos simples, a vida mostra que o verdadeiro valor está na escuta e no encontro Arquivo Pessoal/Rafael Ferraz
Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora

A frase carrega a parte de uma canção conhecida, dessas que a gente lê cantando. Mas ela não fala apenas de amor romântico. Fala também de acolhimento, de amizade.

Hoje encontro uma amiga especial em um café perto da Oscar Freire, uma das ruas mais movimentadas de São Paulo.


Do lado de fora, a cidade segue apressada, mas lá dentro o tempo parece estar em outro ritmo. Era um momento para se compartilhar emoções.

Nos colocaram em uma mesa pequena, dessas que mal cabe dois pratos. Por ali, colocamos conquistas recentes, frustrações, inseguranças que não cabem nas conversas rápidas pelo WhatsApp.


Por algumas horas, me torno terapeuta de amizade. Ou talvez apenas alguém que escuta com atenção.

Mas, eu também falo é claro sobre mim. Porque amizade de verdade não é mão única. Funciona como casamento.


É estar junto na alegria e na tristeza, mesmo quando não tem uma explicação para aquele momento. Entre uma fala e outra, entendemos o valor do encontro.

Confesso que essas conversas não resolvem a vida, mas organizam o que a gente tá sentindo, sabe?! Isso pra mim, é tudo.


Pedimos o mesmo prato, quase sem combinar: pão na chapa, ovos mexidos e bacon. A rúcula aparece esquecida no prato, quase um enfeite.

Mas tenho que reconhecer que sempre tem alguém disposto a encarar aquele alimento amargo.

O lugar se chama Café Zinn. É aconchegante, mas pequeno para tanta gente. Os pratos demoram, o café chega morno, a xícara não esquenta as mãos como eu gosto. Ainda assim, ficamos.

Porque o que importava mesmo era a certeza daquele momento que não estava no cardápio.

Uma dica para o local. Às vezes, um passo para trás é necessário. Não para desistir, mas para entender e ajustar o ritmo do atendimento. Mais cuidado, assim como uma amizade exige.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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