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Saúde da Comunicação: Vanessa Pedrosa

Voz na menopausa: entenda o que muda e o que a mulher sente

Uma paciente de 52 anos queixa-se de voz falhando, principalmente nos agudos, e cansaço vocal; avaliação otorrinolaringológica observou fenda glótica e edema (inchaço) das pregas vocais

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A menopausa provoca mudanças na voz das mulheres, incluindo a sensação de voz mais grossa e cansaço vocal.
  • A diminuição dos hormônios estrogênio e progesterona afeta a musculatura e mucosa da laringe.
  • Alterações como rouquidão e instabilidade vocal são comuns e estão relacionadas à falta de hidratação e elasticidade das pregas vocais.
  • Cuidados com a voz e a busca por orientação são fundamentais para preservar a saúde vocal durante a menopausa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A menopausa pode trazer alterações na voz da mulher Imagem gerada por IA/Gemini

Muitas mulheres chegam à menopausa sem esperar que a voz também passe por mudanças. Mas, aos poucos, surgem sensações difíceis de ignorar: a voz parece mais grossa, cansa com facilidade, falha, fica rouca sem motivo aparente ou não responde como antes.

É mais comum em profissionais da voz. Para algumas, falar muito ao longo do dia vira um esforço. Para outras, cantar ou alcançar notas agudas se torna um desafio.


Essas percepções são comuns e têm explicação biológica. A menopausa provoca alterações hormonais que afetam a musculatura e a mucosa da laringe.

As sensações mais comuns nessa fase

Entre as principais queixas relatadas pelas mulheres na menopausa estão:


  • Voz mais grave ou “pesada”
  • Rouquidão frequente
  • Cansaço ao falar
  • Falhas ou instabilidade na voz
  • Garganta seca e pigarro constante
  • Dificuldade para sustentar a voz por muito tempo
  • Perda de alcance dos sons mais agudos

Essas mudanças nem sempre surgem todas juntas. Muitas vezes, aparecem de forma gradual e passam a incomodar no dia a dia, no trabalho e na vida social.

Por que a voz muda na menopausa?

Na menopausa ocorre uma queda importante do estrogênio e da progesterona. Esses hormônios ajudam a manter a hidratação, a elasticidade e o tônus dos tecidos da laringe.


Os androgênios não aumentam, mas também não caem na mesma proporção no início, o que gera um desequilíbrio relativo. Com o passar dos anos, os níveis absolutos de androgênios também diminuem. Ainda assim, é a deficiência estrogênica que exerce o maior impacto sobre a voz.

Com menos estrogênio, a laringe passa por algumas mudanças:


  • Redução de colágeno e água nos tecidos
  • Ressecamento das mucosas
  • Enrijecimento das pregas vocais
  • Perda gradual de massa muscular

O resultado é uma vibração menos eficiente das pregas vocais, o que explica a rouquidão, a fadiga e a instabilidade vocal.

Voz mais grave e instável: o que está por trás disso?

Quando as pregas vocais ficam mais rígidas e menos hidratadas, elas vibram mais lentamente. Isso leva à diminuição da frequência da voz, fazendo com que o tom soe mais grave e, muitas vezes, menos firme.

Além disso, a falta de lubrificação aumenta o atrito durante a fala, o que favorece pigarro, sensação de esforço e cansaço vocal ao longo do dia.

Menopausa e envelhecimento vocal

É importante lembrar que, além da questão hormonal, existe o envelhecimento natural da voz. Quando esses dois fatores se somam, ocorre a chamada presbifonia. Nesse processo, as cartilagens da laringe ficam mais rígidas e os músculos vocais perdem força, intensificando as alterações vocais.

O que pode ajudar a amenizar essas mudanças?

Alguns cuidados simples fazem diferença:

  • Hidratação frequente ao longo do dia
  • Evitar pigarrear e forçar a voz
  • Pausas vocais durante atividades prolongadas de fala
  • Atenção especial para quem usa a voz profissionalmente
  • Acompanhamento fonoaudiológico, quando surgem queixas persistentes

Em alguns casos, a terapia de reposição hormonal, avaliada pelo ginecologista, pode ajudar indiretamente na qualidade dos tecidos vocais, mas não substitui os cuidados específicos com a voz.

Cuidar da voz também faz parte do autocuidado

A voz é parte da identidade da mulher, da comunicação e da autoestima. Perceber mudanças e buscar orientação não é exagero — é cuidado.

A menopausa é uma fase de transição, e a saúde vocal também merece atenção.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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