Voz de Netinho pode ter sido alterada por medicamentos da quimioterapia
Após enfrentar dura batalha contra o câncer, cantor falou sobre a recuperação e revelou consequência do tratamento
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O cantor Netinho publicou um vídeo em suas redes sociais nos últimos dias dizendo que voltou para casa após mais uma internação para o tratamento de quimioterapia contra o câncer, um linfoma não Hodgkin do tipo B. Superanimado, ele está preparando seu novo show.
Na legenda, ele afirma que estava há dois meses sem fazer exercícios de voz e sem falar muito e, ainda, que a voz estava “xoxa”.
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O que pode estar acontecendo com a voz do Netinho?
Para um cantor, ficar muito tempo sem cantar é um problema.
A voz é produzida pelo músculo da prega vocal e, como qualquer músculo, precisa ser treinado.
A falta de treinamento vocal provoca uma redução do condicionamento muscular do sistema fonatório. Isso pode gerar perda de resistência, redução do controle fino da afinação e sensação de que a voz não obedece ao comando nervoso.
É semelhante ao que acontece com um atleta que fica semanas sem treinar: ele não perde necessariamente a capacidade, mas perde desempenho.
No caso do Netinho, precisamos considerar o tratamento para o câncer que, no caso dele, é a quimioterapia. Os medicamentos podem causar uma fadiga generalizada, perda de massa muscular, desidratação, mucosite, alterações nutricionais e redução do condicionamento cardiorrespiratório.
A prega vocal é um músculo muito pequenino que fica na região do pescoço. Qualquer alteração muscular gera um resultado diferente em sua estrutura. Ela fica mais ressecada, inflamada e inchada.
É natural que a voz sofra com tudo isso. Ela fica instável, menos flexível e entra em fadiga facilmente.
Mesmo alterações discretas podem impactar muito um cantor, porque ele depende de ajustes extremamente finos de vibração. Profissionais da voz sentem mais ainda.
Muitos descrevem: “Minha voz está lá, mas não é a mesma”. Ou: “Consigo falar normalmente, mas cantar ficou difícil”.
Isso ocorre porque a fala cotidiana exige uma faixa de desempenho muito menor do que o canto profissional.
Imagine um pianista de concerto que ficou dois meses sem tocar, perdeu peso e massa muscular e passou por um tratamento fisicamente desgastante. Ele continua sendo pianista. Continua sabendo tocar. Mas a velocidade, a precisão e a resistência estarão reduzidas temporariamente.
Com o cantor acontece algo semelhante.
Tem volta?
A boa notícia é que, na ausência de lesões estruturais importantes, um programa gradual de recondicionamento vocal e físico tende a ser a solução.
Ele vai se recuperar fisicamente, e a voz deve seguir o mesmo caminho por meio de um acompanhamento fonoaudiológico.
Desejamos sucesso ao Netinho com seu tratamento e com sua linda voz!
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