Confira 7 cuidados com a voz que fazem toda a diferença durante o inverno
Chás e pastilhas para a garganta podem até trazer conforto momentâneo, mas não tratam o problema
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O inverno mal começou em São Paulo, e o consultório já reflete isso: metade dos pacientes alterna entre rinite, sinusite, tosse, nariz entupido e aquela gripe que parece nunca ir embora. 🤧
Não é impressão — nessa época do ano, o ar fica mais seco, as temperaturas caem bruscamente ao longo do dia e as infecções respiratórias se espalham com mais facilidade, afetando diretamente a garganta, o nariz e, por consequência, a voz.
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É também nesse período que muita gente recorre a chás caseiros e pastilhas para a garganta, na esperança de “salvar” a voz mais rápido. Vale o alerta: esses recursos podem até trazer uma sensação de conforto momentâneo, mas não tratam a causa da rouquidão ou da irritação na garganta — e não substituem os cuidados que realmente fazem diferença nem uma avaliação, quando o quadro se repete com frequência.
Mais importante do que mascarar o sintoma é adotar hábitos que protejam a voz e as vias respiratórias na origem.
Reuni aqui os sete cuidados mais importantes para atravessar o inverno com a comunicação em dia. Confira:
1- Use máscara em situações de risco
Usar máscara ao circular em ambientes fechados e lotados — transporte público, elevadores, salas de espera — reduz a exposição a vírus e bactérias que atacam as vias respiratórias e a laringe. E se você estiver gripado, resfriado ou com qualquer infecção respiratória, a máscara também protege quem está ao seu redor. É uma dupla proteção: menos vírus circulando, menos crises de rouquidão e laringite.
2- Mantenha o corpo aquecido, especialmente colo e pescoço
A variação brusca de temperatura é uma das maiores vilãs da voz no inverno. Sair de um ambiente aquecido direto para o vento frio da rua, sem proteger o pescoço e o colo, favorece a irritação da laringe e das pregas vocais. Cachecóis, gola alta e casacos que cubram bem essa região ajudam a manter a musculatura e as mucosas da garganta menos suscetíveis a inflamações.
3- Beba água ao longo de todo o dia
O frio reduz a sensação de sede, mas a necessidade de hidratação continua a mesma. As pregas vocais precisam estar bem lubrificadas para vibrar sem esforço excessivo — e isso depende diretamente da hidratação do corpo como um todo. Prefira água em temperatura ambiente ou levemente morna, evitando bebidas muito geladas, que podem provocar um choque térmico na garganta.
4- Faça lavagem nasal com soro fisiológico
A lavagem nasal é uma aliada simples e eficaz para manter as vias aéreas superiores limpas e úmidas, reduzindo a obstrução nasal e o acúmulo de secreções. Quando o nariz está livre, a respiração nasal é mantida — o que evita a respiração pela boca, um hábito que resseca diretamente a garganta e as pregas vocais e piora o quadro de rouquidão.
5- Umidifique os ambientes
Ambientes fechados e aquecidos artificialmente — muito comuns no inverno paulistano — costumam ter o ar bastante seco, o que resseca as mucosas respiratórias. Usar umidificadores, bacias com água ou toalhas úmidas no quarto, especialmente durante a noite, ajuda a manter o equilíbrio da umidade do ar e facilita a respiração.
6- Evite mudanças bruscas de temperatura
Do ambiente com ar-condicionado ou aquecedor para o frio da rua, ou o contrário: essas trocas repentinas são um gatilho comum de crises respiratórias e alterações vocais. Sempre que possível, use roupas em camadas, que possam ser ajustadas conforme a variação de temperatura ao longo do dia.
7- Desconfie de chás e pastilhas “milagrosos”
Como já foi dito, chás mornos e pastilhas para a garganta podem trazer uma sensação passageira de conforto, mas não resolvem a causa da rouquidão nem substituem hábitos como hidratação, umidificação do ambiente e lavagem nasal. O uso repetido, sem melhora, pode mascarar um quadro que precisa de avaliação. Se a rouquidão for recorrente, o caminho é investigar a causa, não apenas conviver com o alívio temporário.
Quando procurar um especialista
Nariz entupido recorrente, tosse noturna, respiração pela boca durante o sono, tosses constantes e crises respiratórias frequentes não são “normais do inverno” — merecem investigação adequada.
Esses sinais costumam se intensificar justamente no outono e no inverno, quando a rinite alérgica e as infecções respiratórias aumentam, e podem impactar diretamente a qualidade da voz e da comunicação no dia a dia. Cuidar da respiração é, também, cuidar da voz.
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