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Até onde sei|Marcio Zebini

Finalmente. Depois da longínqua descoberta da eletricidade, uma conquista de peso para os humanos. Já não era sem tempo. Esses anos modernos exigiam uma resposta inteligente para o transporte, ainda mais o de longa distância.
Mesmo naquele momento de tecnologia avançada, com o homem conquistando o espaço sideral, separar e depois juntar de novo moléculas fixando na mosca as coordenadas geográficas na segunda ação, era magnífico.
Ia dar uma revirada nas companhias aéreas, é verdade. E as agências de viagem teriam que rever seus processos caso isso se popularizasse. Mas valia a pena.
Quer dizer, nem todo mundo abraçou a idéia.
A Russia vetou. Os Estados Unidos pediram a patente. O Brasil esperava o término do Carnaval para discutir o assunto.
Foi quando alguém da ONU descobriu que o mesmo criador do teletransporte havia também criado o automóvel movido a água. Aí já era demais. Não iam dar moral para aquele moço que poderia causar a terceira guerra mundial, desestabilizando a economia em tudo quanto é canto. Deram um jeito de sumir com a parada toda naquele janeiro de 1973.
