‘Mestres do Universo’, filme do He-Man, é deliciosamente ridículo
Filme, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (4), abraça totalmente o clima do desenho animado
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mestres do Universo, filme do He-Man que chega aos cinemas nesta quinta-feira (4), não tem a menor vergonha de ser absolutamente ridículo. E aí está a sua maior força, com o perdão do trocadilho. É uma delícia para ver e curtir sem preocupação.
Esse é o melhor jeito para adaptar o desenho animado dos anos 80. Afinal, para reproduzir o espírito da animação que tinha um loiro saradão correndo de tanguinha e um vilão esquelético afetado, só mesmo o tom de galhofa.
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O filme funciona porque o elenco está no clima. A começar por Nicholas Galitzine, que faz um príncipe Adam/He-Man bem carismático, mas bobalhão. O ator, queridinho das comédias românticas, mostrou que também tem um tom cômico pastelão.
No outro lado está o Esqueleto, defendido por Jared Leto. O personagem é o puro suco do vilão de desenho animado. Caricato, exagerado e malvadão até não poder mais. As tiradas sarcásticas e os xiliques que fizeram dele um dos vilões mais queridos do público estão lá.
O que une os dois é uma trama bem simples. O pequeno príncipe Adam, que foi mandado para a Terra depois que o Esqueleto invadiu Etérnia, precisa achar a Espada do Poder para voltar para casa. Com o artefato mágico, ele descobre a força do herói que existe dentro dele e finalmente tem a chance de libertar o seu reino.
Como no desenho animado, as coisas não têm muita explicação. A história serve para as piadas (algumas delas de duplo sentido) e para ligar as cenas de ação com personagens conhecidos pelo público, como Mentor, Teela, Aríete, Malígna, Mandíbula e Homem-Fera.
O visual é exageradamente colorido, com a trilha sonora composta por Daniel Pemberton no talo. E o design dos personagens é idêntico ao do desenho. O que causa estranheza em alguns casos, como o do Mandíbula.
No meio de tudo isso, o diretor Travis Knight (que já havia adaptado para o cinema outro desenho, Bumblebee) enfia um monte de fan service. Quem cresceu vendo a animação na TV pela manhã nos anos 80 com certeza vai sacar as referências, que vão do tema do desenho à rodinha de risada dos personagens quando um plano dá certo.

Na versão dublada, a nostalgia aumenta com Garcia Júnior fazendo novamente a voz do príncipe Adam/He-Man. O Esqueleto ficou com Luiz Carlos Persy, que substitui Isaac Bardavid, morto em 2022.
Falta ao filme, entretanto, a firmeza pra sustentar tudo isso por longas duas horas e 20 minutos. Em alguns momentos a história se arrasta, principalmente quando ela tenta dar um estofo emocional para os personagens. Em outros, a galhofa fica um pouco cansativa.
O castelo (de Grayskull?) criado por Travis Knight às vezes balança, mas não cai, graças a um final empolgante que abraça o absurdo que a gente via na animação dos anos 80.
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