Sem luxo, com amor: relembre como era celebrar o Dia das Mães nos anos 80 e 90
Entre cartões feitos à mão, apresentações na escola e almoços em família, relembre o clima nessa época

O Dia das Mães nos anos 80 e 90 tinha um encanto próprio. Não que hoje a data tenha perdido importância, mas é difícil recriar aquele clima tão único.
Não girava em torno de grandes produções ou presentes caros, mas sobre intenção, simplicidade e, acima de tudo, presença.
A comemoração começava muito antes do domingo. Na época de escola, a data ganhava um significado especial durante as aulas de Educação Artística.
Na escola
Com cartolina, tesoura sem ponta, canetinhas, cola branca e muito glitter, a gente criava lindos cartões feitos à mão (talvez nem tão lindos assim), acompanhados de algum poema (geralmente ‘Mãe’, de Mário Quintana) copiado da lousa ou de uma mensagem escrita por nós mesmos com letra caprichada (vantagem para quem fez caderno de caligrafia, lembra?).
Também tinham as apresentações, com músicas ensaiadas em segredo, pequenas peças ou coreografias simples que emocionavam qualquer mãe na plateia, ainda mais quando a escolhida era “Como É Grande o Meu Amor Por Você”, de Roberto Carlos.
O café da manhã
Em casa, o clima não era diferente. A televisão de tubo ajudava a reforçar o espírito da data com comerciais cheios de emoção, sempre mostrando famílias reunidas e filhos tentando retribuir, à sua maneira, todo o carinho recebido.
Inspirados por essas cenas, a gente acordava mais cedo no domingo para preparar o famoso café da manhã na cama. Nem sempre dava certo. O pão podia chegar amassado ou até meio tostado, o café meio frio ou sem açúcar, mas o gesto valia mais do que qualquer perfeição.
O almoço
Já o almoço de Dia das Mães era o ponto alto. Reunir a família inteira na casa dos avós fazia parte da tradição, com direito àquela mesa cheia, comida feita com cuidado e receitas que pareciam ainda mais especiais naquela ocasião.
O mais comum era uma bela macarronada ou lasanha preparada pela matriarca da família, acompanhada de um frango assado comprado na padaria da esquina, tudo bem servidos naquelas travessas que só saíam do armário em ocasiões especiais.
Para beber, a boa e velha tubaína em casco de vidro bege. E, para fechar o rango, nada melhor do que uma gelatina colorida.
As conversas se misturavam com o barulho da casa cheia, enquanto a gente corria pela casa com os primos e os adultos colocavam a fofoca em dia.
O presente
O presente, por sua vez, refletia bem o espírito da época. Sem a facilidade das compras online, tudo era escolhido pessoalmente, muitas vezes com a ajuda de vendedores em lojas de bairro ou shopping centers.
Eletrodomésticos, perfumes e roupas estavam entre os mais comuns. Ainda assim, os presentes feitos à mão continuavam tendo um valor especial.
O mais marcante, olhando para trás, é perceber como o Dia das Mães nos anos 80 e 90 era menos sobre aparência e mais sobre conexão. Sem redes sociais para registrar cada detalhe, os momentos eram vividos de forma mais espontânea. Não havia preocupação com fotos perfeitas ou postagens de efeito, apenas o desejo genuíno de demonstrar amor.
Hoje, mesmo com todas as facilidades e novas formas de celebrar, fica a lembrança de uma época em que o simples era suficiente. E talvez seja justamente essa simplicidade que torne o Dia das Mães daquele tempo tão especial na memória de quem viveu.
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