Matt Haig volta com obra para confortar

Haig reuniu reflexões, pílulas de pensamentos, dicas práticas e até listas de músicas e filmes

Livro traz complição de pensamentos

Livro traz complição de pensamentos

Divulgação

Durante três anos, Matt Haig lutou contra um quadro depressivo muito intenso. Sua experiência com o transtorno psicológico acabou se transformando no fio condutor de “Razões Para Continuar Vivo”, seu livro de memórias, Não demoraria para o autor voltar a buscar inspiração na própria biografia. Em 2020, saiu “Observações Sobre Um Planeta Nervoso”, que ajuda o leitor a domar a ansiedade gerada pelo mundo hiperconectado de hoje, com seu fluxo constante de informações e interações impossíveis de se acompanhar.
 
Esse histórico psicológico de altos e baixos fez com que o autor desenvolvesse o hábito de escrever coisas para se reconfortar, uma tática que trouxe grandes benefícios em sua caminhada em busca do equilíbrio. Com isso em mente, Haig reuniu reflexões, pílulas de pensamentos, dicas práticas e até listas de músicas e filmes, que resultaram em “O Livro do Conforto”. Os textos combinam doses de filosofia, memórias e autoanálise, formando um repertório de esperança fundamental para enfrentarmos os sentimentos de angústia, medo do futuro, vazio e profunda tristeza que nos rondam nos momentos difíceis.
 
Haig também se vale da sabedoria de muitos pensadores e personalidades das mais diversas eras para montar essa inspirada compilação. A lista vai do imperador romano e filósofo estoico Marco Aurélio, passando pela poetisa Emily Dickinson, até nomes como o romancista e ensaísta americano James Baldwin. O autor evoca, por exemplo, uma clássica cena de “Hamlet” como referência para explicar que os acontecimentos ganham cargas positivas ou negativas no momento em que adentram  a nossa mente e são interpretados por ela. Ou seja, tudo é uma questão de perspectiva e de como encaramos as coisas.
 
“O Livro do Conforto”
Tradução de Livia de Almeida
256 páginas
R$ 39,90 (impresso)
R$ 26,90 (e-book)
Editora Intrínseca

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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